🦠 Citomegalovírus congênito: uma criança pode passar na triagem auditiva e ainda desenvolver perda auditiva depois.
Esse é um dos pontos importantes do novo Clinical Report da American Academy of Pediatrics (AAP) sobre CMV congênito, publicado em 21 de setembro.
O documento revisa diagnóstico, manifestações clínicas, avaliação inicial, tratamento antiviral e acompanhamento, com atenção especial à perda auditiva neurossensorial.
Um aspecto relevante é a estratégia de rastreamento. A orientação discute hearing-targeted screening associado à ampliação da testagem, porque depender exclusivamente da falha na triagem auditiva neonatal pode deixar casos sem diagnóstico. Algumas crianças com CMV congênito apresentam audição inicialmente normal e desenvolvem perda auditiva posteriormente.
E existe outro ponto fundamental: o diagnóstico tem uma janela curta. A confirmação da infecção nas primeiras semanas de vida é essencial para estabelecer que a transmissão foi congênita e diferenciá-la da infecção adquirida após o nascimento.
Por isso, reconhecer precocemente quem deve ser investigado pode modificar todo o acompanhamento da criança, incluindo vigilância auditiva e do neurodesenvolvimento e, nos casos com indicação, avaliação para tratamento antiviral.
O novo documento reforça uma mensagem simples: passar na triagem auditiva neonatal não encerra necessariamente a história quando existe CMV congênito.
Diagnóstico precoce também é oportunidade de cuidado. ❤️
📚 Referência: American Academy of Pediatrics. Care of the Infant With Congenital Cytomegalovirus Infection: Clinical Report. Pediatrics. Published September 21, 2026. e2026078595. doi:10.1542/peds.2026-078595.
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