Febre na criança


🤒A febre aguda representa uma das queixas mais frequentes entre todos os atendimentos pediátricos. Como, muitas vezes, existe uma associação entre febre e doenças infecciosas ou convulsões, o sintoma acaba gerando muita preocupação nos pais, o que é algo esperado e compreensível.

🦠 Precisamos nos lembrar que a febre em si não é uma doença, mas sim um sinal de reação do organismo a alguma agressão que ele esteja sofrendo. Os agentes mais comuns capazes de desencadear a febre são os vírus, fungos, bactérias e toxinas.

🌡 A temperatura para a definição de febre é variável em cada local onde é medida e, de maneira geral, são aceitos os seguintes valores:
📌 Temperatura retal acima de 38 – 38,3ºC
📌 Temperatura oral acima de 37,5 – 37,8ºC
📌 Temperatura axilar acima de 37,2 – 37,3ºC
📌 Temperatura auricular acima de 37,8 – 38ºC

Além disso, o quadro clínico da febre caracteristicamente inclui:
📌 Extremidades frias
📌 Ausência de sudorese, sensação de frio e eventualmente tremores
📌Taquicardia e taquipneia

🩺 Portanto, a avaliação da criança febril começa por anamnese detalhada, passa por exame físico completo, destacando-se a presença ou ausência de sintomas e sinais que possam ser utilizados para prever o grau de risco como a alteração na frequência cardíaca, por exemplo. A maioria dessas crianças apresentam uma doença infecciosa aguda autolimitada, poucas têm uma infecção bacteriana grave ou potencialmente grave.

O que pode ser dito com bastante clareza é que a ação mais importante na diferenciação das crianças com doença grave das sem doença grave, não é combater a febre, mas avaliar o quadro clínico de sinais e sintomas com um todo, dar suporte ao paciente com uma boa hidratação e, se necessário, o antitérmico, visando aliviar o mal estar geral causado pelo sintoma febre.

🩺 Dra. Gabriela Aires Ribas
Pediatra e Cardiologista Pediátrica
RQE 33941/ 33942