Fonte: Circulation. DOI: 10.1161/CIRCULATIONAHA.125.076308.
Alexandra Armstrong, Dan Pugh, Neil Basu e Neeraj Dhaun
A arterite de Takayasu (AT) é uma vasculite rara de grandes vasos, mediada por mecanismos imunológicos, que afeta predominantemente mulheres jovens e está associada a um risco substancial tanto de complicações vasculares quanto de doença cardiovascular a longo prazo. Embora os glicocorticoides e as terapias imunossupressoras convencionais permaneçam como a base do tratamento, as taxas de recidiva são elevadas, e as estratégias atuais falham em mitigar de forma adequada o risco cardiovascular futuro.
Esta revisão sintetiza as evidências sobre as estratégias terapêuticas atuais, as necessidades clínicas não atendidas e as abordagens inovadoras, incluindo terapias direcionadas aos mecanismos imunológicos e vasculares, e defende uma mudança de paradigma no manejo em direção à redução integrada do risco cardiovascular.
Discutiu-se avanços na compreensão da patogênese da AT, destacando os papéis da imunidade inata e adaptativa na progressão da doença, bem como os desafios do diagnóstico precoce e do monitoramento da atividade da doença. Avaliaou-se criticamente os paradigmas terapêuticos atuais, incluindo glicocorticoides, fármacos antirreumáticos modificadores da doença convencionais e agentes biológicos como tocilizumabe e inibidores do fator de necrose tumoral alfa, e descrevemos terapias emergentes que visam vias inovadoras, incluindo interleucina-17, interleucina-12/23, Janus quinase/transdutor de sinal e ativador da transcrição, e sinalização do complexo Notch-1/alvo mecanístico da rapamicina.
Destacou-se o reconhecimento crescente da morbidade cardiovascular como um importante determinante de mortalidade na AT e a necessidade de abordagens integradas para modificação dos fatores de risco. Explorou-se um roteiro para o avanço do manejo da doença cardiovascular na AT, incluindo ferramentas abrangentes de rastreamento que integrem biomarcadores sorológicos e de imagem para avaliar o risco cardiovascular, bem como estratégias terapêuticas cardioprotetoras potenciais, como inibidores do cotransportador sódio-glicose 2 e antagonistas do receptor de endotelina.
Apesar dos progressos recentes, o manejo clínico permanece limitado pela incerteza diagnóstica, pela heterogeneidade das abordagens terapêuticas e pela escassez de ensaios clínicos randomizados de alta qualidade. Trabalhos futuros devem concentrar-se em intervenções que visem tanto a lesão vascular mediada pelo sistema imune quanto a progressão da doença cardiovascular. Alcançar remissão sustentada da doença ao mesmo tempo em que se reduz a mortalidade cardiovascular deve se tornar o principal objetivo terapêutico na AT.














