
A Fifth Universal Definition of Myocardial Infarction, publicada conjuntamente por ESC, ACC, AHA e World Heart Federation, propõe uma mudança conceitual relevante: a tradicional classificação numérica dos tipos 1 a 5 dá lugar a três categorias clínicas mais intuitivas:
🫀 Infarto primário
🫀 Infarto secundário
🫀 Infarto relacionado a procedimentos
Mais do que uma mudança de nomenclatura, o novo documento procura aproximar a classificação do mecanismo fisiopatológico responsável pela lesão miocárdica.
Entre os pontos que merecem destaque estão a inclusão explícita da dissecção coronariana espontânea, vasoespasmo e embolia coronariana entre os mecanismos de infarto primário, além da recomendação de utilizar o percentil 99 da troponina específico para o sexo, aspecto particularmente relevante para reduzir o risco de subdiagnóstico em mulheres.
Outro avanço importante é o fortalecimento da imagem cardiovascular na investigação etiológica. Ecocardiografia, ressonância magnética cardíaca e angiotomografia coronariana passam a ter papel ainda mais relevante na diferenciação dos mecanismos de lesão miocárdica e na correta classificação do evento.
Na prática, essa atualização deverá repercutir na maneira como descrevemos os casos nos laudos e prontuários, mas também na pesquisa científica, nos endpoints de ensaios clínicos e nos estudos epidemiológicos.
Uma mudança de nome que, na realidade, representa uma mudança na maneira de pensar o infarto. ❤️
📚 Referência:
Mills NL, Newby LK, Zaman S, et al. Fifth Universal Definition of Myocardial Infarction. Eur Heart J. 2026. doi:10.1093/eurheartj/ehag101.

