Reabilitação cardíaca vai muito além do exercício.

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A European Society of Cardiology publicou, em 2026, sua primeira diretriz inteiramente dedicada à reabilitação cardíaca, consolidando uma abordagem mais ampla da prevenção cardiovascular secundária.

O documento reforça que um programa de reabilitação não deve se limitar à prescrição de atividade física. Ele deve integrar exercício individualizado, controle dos fatores de risco cardiovascular, educação em saúde, suporte psicossocial, adesão ao tratamento, qualidade de vida e recuperação da funcionalidade.

Outro ponto importante é o reconhecimento das estratégias remotas e híbridas, que podem ampliar o acesso e complementar os programas presenciais.

🫀 E o que isso tem a ver com cardiologia pediátrica e congênita?

Embora a diretriz seja predominantemente direcionada à população adulta, seus princípios são particularmente interessantes para pacientes com cardiopatias congênitas que chegam à adolescência e à vida adulta.

Para esses pacientes, estimular atividade física segura, combater o sedentarismo, individualizar a prescrição de exercício e organizar adequadamente a transição do cuidado pediátrico para o adulto são partes importantes do acompanhamento cardiovascular ao longo da vida.

Reabilitar não significa apenas “voltar a fazer exercício”. Significa recuperar capacidade funcional, autonomia, confiança e qualidade de vida. 💚

📚 Referência:
Bäck M, Wilhelm M, Hansen D, et al. 2026 ESC Guidelines for cardiac rehabilitation. Eur Heart J. 2026. doi:10.1093/eurheartj/ehag099.