Uma revisão sistemática e meta-análise publicada em 16 de setembro avaliou o left bundle branch area pacing (LBBAP) em crianças e adolescentes. Foram incluídos 8 estudos, com 127 pacientes de até 18 anos.
A taxa agrupada de sucesso do implante foi de 80%, com 9,7% de complicações. Entre pacientes com cardiopatias congênitas, o sucesso foi numericamente menor nas anatomias complexas, 64,0% versus 83,6% nas simples, mas sem diferença estatisticamente significativa.
Outro achado interessante veio do ecocardiograma. Nos 50 pacientes com dados disponíveis, houve redução significativa do z-score do diâmetro diastólico final do ventrículo esquerdo, diferença média de −1,12, p=0,026, sem mudança significativa da FEVE média.
Por que isso é relevante na pediatria? Crianças que necessitam de estimulação cardíaca podem permanecer expostas ao pacing por décadas. A estimulação ventricular direita convencional pode produzir dessincronia e, em alguns pacientes, contribuir para cardiomiopatia induzida por pacing. O LBBAP busca utilizar o sistema de condução para proporcionar uma ativação ventricular mais fisiológica.
Os resultados são promissores, mas ainda precisam ser interpretados com cautela. São apenas 127 pacientes, e questões próprias da pediatria, como anatomias congênitas complexas, pequeno tamanho corporal, crescimento e comportamento dos eletrodos em longo prazo, permanecem fundamentais.
📚 Referência:
Leung HT, Tsao S, Wong WH-S, Cheung Y-F, Kwok S-Y. Left Bundle Branch Area Pacing in Children: A Systematic Review and Meta-analysis of Feasibility, Safety, and Outcomes. Front Cardiovasc Med. 2026;13:1923714. doi:10.3389/fcvm.2026.1923714.
