Ácido folínico (leucovorin) e autismo: o que a ciência diz até agora
🔍 Nos últimos meses, surgiram muitas dúvidas sobre o uso do ácido folínico (leucovorin) no Transtorno do Espectro Autista (TEA). Um documento técnico recente reuniu os principais posicionamentos oficiais de sociedades médicas e órgãos regulatórios internacionais.
📌 Pontos-chave:
O FDA reconheceu o leucovorin apenas para o tratamento da Deficiência Cerebral de Folato (DCF) — uma condição genética rara que pode cursar com sinais de autismo, mas não é autismo. Não existe recomendação das principais entidades (AAP, APA, NEJM) para o uso rotineiro do ácido folínico no autismo em geral. O uso no TEA é considerado off-label, com benefícios não comprovados, doses variáveis e efeitos a longo prazo desconhecidos. Um estudo que sugeria benefício no autismo foi cancelado por falhas metodológicas. Testes de autoanticorpos contra o receptor de folato (FRAAs) não são aprovados e ainda carecem de validação científica. Quando indicado, o leucovorin deve ser considerado apenas em casos de DCF confirmada, com acompanhamento especializado.
🩺 Conclusão: até o momento, não há evidência científica suficiente para indicar ácido folínico como tratamento padrão para autismo. Decisões terapêuticas devem ser individualizadas, baseadas em diagnóstico preciso, evidências atualizadas e acompanhamento médico especializado
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