🦠 Vírus Sincicial Respiratório (VSR): o que mudou na prevenção em 2026?
O VSR é a principal causa de bronquiolite e infecções respiratórias graves em lactentes, especialmente nos primeiros 6 meses de vida, prematuros e crianças com comorbidades. No Brasil, sua circulação é sazonal, com maior intensidade entre fevereiro e agosto, variando conforme a região.
🔎 Por que o VSR preocupa?
• Quase todas as crianças já tiveram contato com o vírus até os 2 anos
• Responsável por cerca de 75% dos casos de bronquiolite viral aguda em menores de 2 anos
• Em 2025, houve o maior pico histórico de SRAG por VSR, principalmente em crianças pequenas
• Não existe tratamento antiviral específico → prevenção é fundamental
🛡️ Principais estratégias de prevenção atualmente
✔️ Vacina contra VSR para gestantes (A e B – recombinante)
• Indicada para todas as gestantes, a partir de 28 semanas
• Dose única, a cada gestação
• Protege o bebê por meio da transferência de anticorpos pela placenta
• Disponível no SUS desde novembro de 2025
✔️ Palivizumabe (anticorpo monoclonal)
• Uso restrito a grupos de alto risco
• Necessita múltiplas doses durante a sazonalidade
• Indicado para prematuros extremos e crianças com cardiopatia congênita ou doença pulmonar crônica
✨ Grande novidade: Nirsevimabe
• Anticorpo monoclonal de dose única
• Incorporado ao SUS em 2026
• Amplia a proteção para:
🔹 Todos os prematuros (<37 semanas)
🔹 Crianças até 24 meses com comorbidades (ex: cardiopatia congênita, broncodisplasia, síndrome de Down, imunodeficiências)
• Pode ser aplicado ao nascimento, preferencialmente na maternidade
• Não é intercambiável com o palivizumabe na mesma sazonalidade
📌 Mensagem-chave:
A prevenção do VSR avançou muito. A combinação de vacinação materna e anticorpos monoclonais de longa duração, como o nirsevimabe, representa um marco na redução de internações, complicações e mortes por VSR na infância.
📚 Fonte:
Boletim Científico nº 82 – Sociedade Mineira de Pediatria, fevereiro de 2026

