Um alerta de saúde pública

📌 Baixa adesão ao seguimento de crianças expostas à sífilis congênita: um alerta em saúde pública

O estudo de Sampaio MG e Hofer CB, publicado no Jornal de Pediatria, analisou a adesão de cuidadores ao acompanhamento ambulatorial de crianças infectadas ou expostas à sífilis durante a gestação.

🔎 Principais achados (n = 256):

Apenas 32% tiveram adesão básica (seguimento clínico + laboratorial). Somente 16% alcançaram adesão completa (incluindo consultas especializadas). 14% evoluíram com sequelas permanentes.

⚠️ Dado crítico: a maioria dos recém-nascidos é assintomática e recebe tratamento inicial, o que pode gerar falsa sensação de resolução do problema e reduzir a percepção da necessidade de seguimento prolongado.

📊 Fatores associados à maior adesão:

Idade materna mais avançada Presença de sequelas na criança

👩‍🍼 Mães adolescentes apresentaram maior vulnerabilidade, com barreiras relacionadas a menor autonomia, dificuldades de acesso e fragilidade social.

🏥 O estudo reforça a necessidade de:

Fortalecer a Atenção Primária à Saúde (APS) Melhorar a integração entre maternidades e APS Implementar busca ativa Reduzir barreiras estruturais (transporte, acesso, continuidade do cuidado)

📌 Conclusão:

Apesar das diretrizes nacionais, a adesão ao seguimento ainda é insuficiente, mantendo risco de desfechos adversos evitáveis. Políticas públicas focadas em coordenação do cuidado e suporte às famílias vulneráveis — especialmente mães adolescentes — são fundamentais para mudar esse cenário.

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