A deficiência de ferro na infância merece atenção porque pode impactar muito mais do que o exame de sangue.
Nos lactentes, o ferro é essencial para o crescimento, para o desenvolvimento neurológico e para o bom funcionamento do organismo. Quando essa deficiência não é identificada e tratada no momento certo, pode estar associada à anemia ferropriva e trazer repercussões importantes nessa fase de desenvolvimento tão acelerado.
As diretrizes atualizadas da Sociedade Brasileira de Pediatria reforçam a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do tratamento adequado, especialmente nos primeiros meses e anos de vida. Isso inclui atenção à alimentação, avaliação individual do risco e acompanhamento pediátrico cuidadoso.
Na prática, olhar para a deficiência de ferro de forma antecipada é uma maneira de cuidar do desenvolvimento da criança com mais precisão e segurança. Em consultório, isso significa orientar a família de forma individualizada, considerando faixa etária, alimentação, sinais clínicos e a necessidade de suplementação.
O Ciclo de Suplementação de Ferro De acordo com os protocolos vigentes, o esquema de suplementação profilática para crianças menores de dois anos segue ciclos específicos:
- Ciclo I (6 aos 9 meses): Uso de ferro elementar por 3 meses seguidos (dose de
10 a 12,5 mg/dia). - Pausa (9 aos 12 meses): Intervalo de 3 meses sem suplementação.
- Ciclo II (12 aos 15 meses): Retomada do ferro elementar por mais 3 meses seguidos (dose de
10 a 12,5 mg/dia). - Término (15 aos 24 meses): Encerramento do esquema profilático padrão.
Cuidar do ferro também é cuidar do desenvolvimento, da energia e da saúde da criança como um todo.
Dra. Gabriela Aires Ribas
Pediatra e Cardiologista Pediátrica
CRM 52697 • RQE 33941 / 33942

