As doenças inflamatórias intestinais (como Doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa) não afetam apenas o intestino. Em crianças e adolescentes, o fígado também pode ser comprometido e isso merece atenção.
As manifestações hepáticas podem surgir antes, durante ou após o diagnóstico da doença intestinal. Entre as principais estão alterações das enzimas hepáticas, colangite esclerosante primária, hepatite autoimune, esteatose hepática, colelitíase, trombose da veia porta e lesão hepática relacionada aos medicamentos.
A mensagem mais importante é simples: alterações hepáticas em pacientes com DII são frequentes e precisam de rastreio regular. A dosagem de enzimas hepáticas deve fazer parte do acompanhamento, especialmente quando há elevação persistente ou acima de 2 vezes o limite da normalidade.
Em pediatria, reconhecer essas manifestações precocemente pode mudar prognóstico, evitar complicações e permitir um cuidado mais completo e individualizado.

