Nem sempre o strain miocárdico é realmente realizado, mesmo quando aparece no pedido médico.
Isso acontece porque o strain não faz parte automaticamente de todo ecocardiograma. É uma técnica mais avançada, que avalia de forma sensível como o músculo do coração está funcionando e pode identificar alterações que muitas vezes ainda não aparecem no exame convencional.
Na prática, existem pontos importantes. Nem todos os serviços contam com o software específico necessário para essa análise. Além da tecnologia, também é essencial haver treinamento médico adequado para a aquisição das imagens e para a interpretação correta dos dados.
O strain não é um comando automático do aparelho. Ele depende de estrutura, experiência e execução adequada.
Também existe uma limitação frequente no próprio sistema de saúde. Em muitos casos, os convênios não possuem cobertura específica para essa análise, e alguns serviços realizam apenas o ecocardiograma convencional, mesmo quando o pedido inclui strain.
Quando o strain é realmente realizado, ele acrescenta uma visão mais profunda da função cardíaca e contribui para uma avaliação mais detalhada e refinada.
Mais do que pedir o exame, é importante saber se essa avaliação está sendo realmente feita.
Dra. Gabriela Aires Ribas
Pediatra e Cardiologista Pediátrica
CRM 52697 • RQE 33941/33942
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