Se no seu exame foi solicitado ecocardiograma com strain, existe um detalhe importante que merece atenção.

Nem sempre o strain miocárdico é realmente realizado, mesmo quando aparece no pedido médico.

Isso acontece porque o strain não faz parte automaticamente de todo ecocardiograma. É uma técnica mais avançada, que avalia de forma sensível como o músculo do coração está funcionando e pode identificar alterações que muitas vezes ainda não aparecem no exame convencional.

Na prática, existem pontos importantes. Nem todos os serviços contam com o software específico necessário para essa análise. Além da tecnologia, também é essencial haver treinamento médico adequado para a aquisição das imagens e para a interpretação correta dos dados.

O strain não é um comando automático do aparelho. Ele depende de estrutura, experiência e execução adequada.

Também existe uma limitação frequente no próprio sistema de saúde. Em muitos casos, os convênios não possuem cobertura específica para essa análise, e alguns serviços realizam apenas o ecocardiograma convencional, mesmo quando o pedido inclui strain.

Quando o strain é realmente realizado, ele acrescenta uma visão mais profunda da função cardíaca e contribui para uma avaliação mais detalhada e refinada.

Mais do que pedir o exame, é importante saber se essa avaliação está sendo realmente feita.

Dra. Gabriela Aires Ribas
Pediatra e Cardiologista Pediátrica
CRM 52697 • RQE 33941/33942

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VSR: a proteção que começa antes mesmo do primeiro respiro

Nos primeiros meses de vida, o bebê ainda é extremamente vulnerável às infecções respiratórias. E entre elas, o vírus sincicial respiratório (VSR) é uma das principais causas de bronquiolite e internações, especialmente em bebês pequenos.

Por isso, falar em prevenção é falar em cuidado real, antecipado e inteligente.

Em 2026, esse cuidado ganhou reforços importantes. A vacina contra o VSR para gestantes, indicada a partir de 28 semanas, permite que a proteção comece ainda na gravidez, oferecendo anticorpos ao bebê já no nascimento. Além disso, o nirsevimabe, anticorpo monoclonal de dose única, passou a ampliar a prevenção em crianças elegíveis, com foco em reduzir quadros graves e hospitalizações.

Na prática, isso significa uma nova forma de cuidar: menos risco, mais proteção e mais tranquilidade para a família em uma fase tão delicada da vida.

Quando pensamos em saúde infantil, prevenir não é excesso de zelo. É um gesto de amor, responsabilidade e visão. Porque proteger um bebê de uma internação respiratória também é proteger o vínculo, o início da vida e a serenidade de quem espera e cuida.

No consultório, orientar cada família de forma individualizada faz parte desse cuidado mais próximo, humano e atento aos detalhes — especialmente nos primeiros meses, quando cada decisão pode fazer diferença.

Prevenir o VSR é cuidar com antecedência daquilo que mais importa: o começo da vida.

Dra. Gabriela Aires Ribas
Pediatra e Cardiologista Pediátrica
Especialista em Cardiologia Fetal e Ecocardiografia Fetal
CRM 52697 • RQE 33941 / 33942

Diabetes gestacional exige um olhar além da glicose: O coração do bebê também merece atenção especial.

Muitas gestantes não sabem, mas o diabetes na gestação pode estar associado a alterações no desenvolvimento cardíaco do bebê, inclusive ao aumento da espessura do músculo do coração, quadro conhecido como cardiomiopatia hipertrófica fetal/neonatal. Por isso, em muitos casos, o ecocardiograma fetal durante a gravidez e o ecocardiograma do recém-nascido após o nascimento são etapas importantes para uma avaliação mais completa e segura.

Quando a glicose materna está aumentada, há maior passagem de glicose pela placenta. O bebê responde com hiperinsulinemia fetal, e essa insulina em excesso tem efeito de crescimento sobre vários tecidos, incluindo o miocárdio fetal. Na prática, isso pode levar à hipertrofia do septo interventricular e da parede ventricular esquerda.

Na maioria das vezes, essa alteração é transitória, mas alguns bebês podem apresentar repercussão clínica importante, como dificuldade de adaptação no período neonatal, obstrução do fluxo de saída do ventrículo esquerdo e, em situações mais delicadas, sinais de insuficiência cardíaca.

🫀 Por que o ecocardiograma fetal é tão importante nesse contexto?
Porque ele permite avaliar ainda na gestação:

  • a estrutura do coração do bebê
  • a função cardíaca fetal
  • sinais de hipertrofia miocárdica
  • e o planejamento mais adequado para o nascimento e os primeiros cuidados pós-parto

👶 E por que repetir a avaliação após o nascimento?
Porque o ecocardiograma do bebê ajuda a confirmar os achados, avaliar a adaptação cardiovascular neonatal e definir se será necessário apenas acompanhamento ou alguma conduta específica.

No consultório particular, essa avaliação é feita com tempo, atenção aos detalhes e explicação clara para a família. Para muitas mães, entender o que está acontecendo com segurança e acolhimento faz toda a diferença durante a gestação.

Cuidar bem da gestação também é cuidar do coração do bebê antes mesmo do nascimento.

🩺 Dra. Gabriela Aires Ribas
Pediatra e Cardiologista Pediátrica
CRM 52697 • RQE 33941/33942

O coração do seu filho está pronto para entrar em campo?

🫀 Seu filho tem coração de atleta? Em um ano de Copa do Mundo, essa é uma pergunta que merece ser feita antes de entrar em campo.

Com a chegada da Copa do Mundo de 2026, cresce também o entusiasmo de crianças e adolescentes pelos esportes, especialmente pelo futebol. Mas, antes da performance, da competição e da rotina intensa de treinos, existe um cuidado essencial: a avaliação cardiovascular para prática esportiva.

O eletrocardiograma (ECG) é um exame rápido, indolor e extremamente importante na cardiologia do esporte, pois pode ajudar a identificar doenças cardíacas silenciosas, arritmias, alterações elétricas do coração e outras condições associadas ao risco de eventos graves durante o esforço físico. Por isso, a avaliação com cardiologista pediátrica é uma etapa valiosa para uma liberação esportiva mais segura e individualizada.

Segundo diretrizes da Sociedade Europeia de Cardiologia (ESC), o ECG tem papel importante na triagem cardiovascular de jovens atletas, especialmente a partir dos 13 anos, ajudando na identificação precoce de alterações que podem exigir investigação complementar antes da prática esportiva competitiva ou regular.

Alguns sinais de alerta merecem atenção antes de iniciar ou intensificar atividades físicas:

⚽ História pessoal

  • Dor no peito ao esforço
  • Desmaio ou síncope sem causa definida
  • Falta de ar, cansaço excessivo ou queda de rendimento
  • Histórico de sopro cardíaco
  • Pressão alta
  • Cardiopatia congênita
  • Palpitações ou alterações do ritmo cardíaco

👨‍👩‍👧 História familiar

  • Morte súbita ou inexplicável antes dos 50 anos em parentes de primeiro grau
  • Histórico familiar de cardiomiopatia hipertrófica, cardiomiopatia dilatada, síndrome do QT longo, canalopatias, síndrome de Marfan ou arritmias graves

🩺 No exame físico

  • Presença de sopro cardíaco
  • Alterações dos pulsos femorais
  • Sinais sugestivos de síndrome de Marfan
  • Alterações na pressão arterial

Quando necessário, o ECG é o primeiro passo para indicar outros exames, como ecocardiograma, teste ergométrico, CPET, ressonância magnética cardíaca ou tomografia cardíaca.

No consultório particular, a proposta é oferecer uma avaliação cardiológica pediátrica completa, com olhar criterioso, escuta acolhedora e interpretação individualizada, para que a criança ou o adolescente pratique atividade física com mais segurança, e a família tenha mais tranquilidade.

✨ Esporte e saúde caminham juntos — e performance de verdade começa com um coração bem avaliado.

Dra. Gabriela Aires Ribas
Pediatra e Cardiologista Pediátrica
CRM 52697 • RQE 33941/33942


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🫀 PROLAPSO DA VALVA MITRAL (PVM): nem sempre é “só um achado”

No consultório, eu vejo com frequência pessoas que chegam tranquilas porque “disseram que é benigno”, e outras que chegam ansiosas após lerem tudo na internet. A verdade é: o PVM é uma condição heterogênea.
Muitos pacientes evoluem muito bem, mas existe um subgrupo com maior risco de arritmias ventriculares e, em casos específicos, morte súbita. E é exatamente por isso que o detalhe importa.

🔎 Fenótipos mais comuns

  • Doença de Barlow → folhetos espessos, redundantes, multissegmentares
  • Deficiência fibroelástica → folhetos/cordas finos, com maior risco de ruptura
  • Fendas mitrais podem agravar a regurgitação⚠️ Disjunção Anular Mitral (MAD)
    ✔️ MAD verdadeiro: separação do anel mitral visível em sístole e diástole (associado a maior risco arrítmico)
    ❌ Pseudo‑MAD: pode ser efeito óptico por folhetos muito volumosos❤️ Marcadores de risco arrítmico que merecem atenção
  • Prolapso bivalvar
  • Folhetos longos e redundantes
  • MAD > 8,5 mm
  • Fibrose miocárdica na RM (LGE), especialmente em parede inferolateral ou músculos papilares📈 Sinais ecocardiográficos importantes
  • Sinal de Pickelhaube (Doppler tecidual)
  • Curling da base do VE na sístole
  • Dispersão mecânica ao strain

    🧠 Mensagem-chave
    PVM não é uma única doença.
    Uma avaliação bem feita, com ecocardiografia avançada, ECG e, quando indicado, RM cardíaca, ajuda a separar o que é apenas acompanhamento do que precisa de seguimento mais próximo e individualizado.

    📚 Imagem cardíaca salva vidas quando bem interpretada. Se você tem diagnóstico de PVM (ou alguém da sua família), e quer uma avaliação precisa, tranquila e com explicação clara, esse é um tema que vale ser olhado com cuidado.

Nem todo cuidado na gestação aparece no ultrassom “de rotina” … e é justamente aí que mora a diferença entre ansiedade e segurança.

O ecocardiograma fetal é um exame especializado que avalia, ainda na gestação, a anatomia e a função do coração do bebê. Ele traz mais tranquilidade ao pré-natal ao ajudar a esclarecer suspeitas e a orientar condutas quando existe fator de risco ou necessidade de uma avaliação mais aprofundada.

Ele pode ser recomendado, especialmente, em situações como:

  • Pré-natal de maior risco
  • Suspeitas em ultrassons obstétricos
  • Histórico familiar de cardiopatias congênitas
  • Quando o obstetra solicita uma avaliação detalhada

Qual a melhor fase para fazer?
Em geral, o período mais favorável costuma ser entre a 22ª e a 28ª semana, quando a avaliação detalhada tende a ser mais precisa.

Como é o exame?
É feito por ultrassonografia especializada, de forma não invasiva e, em geral, muito bem tolerada. O foco é uma análise estruturada do coração fetal e do fluxo sanguíneo. Ao final, você recebe orientações claras, com explicação do que foi observado e próximos passos, quando necessários.

O que avaliamos no ecocardiograma fetal:

  • Estruturas cardíacas (câmaras, válvulas e grandes vasos)
  • Funcionamento do coração fetal
  • Padrões de fluxo sanguíneo

Exame realizado pela Dra. Gabriela Aires Ribas
Formação e atuação em cardiologia fetal e ecocardiografia
CRM: 52697 — RQE: 33941 / 33942

Quando se trata do coração do seu filho, “esperar pra ver” costuma ser caro demais. Em tempo, em paz… e às vezes em oportunidade.

Seu filho(a) já reclamou que o coração “disparou” do nada e você ficou sem saber se era ansiedade, cansaço… ou algo que merece olhar de perto?

O ECG pediátrico é um exame que avalia a atividade elétrica do coração e ajuda a investigar sintomas e alterações do ritmo cardíaco. Por ser rápido, indolor e simples, ele é muito usado tanto na avaliação inicial quanto no acompanhamento, sempre conforme orientação médica.

O ECG pode ser solicitado em casos como:

  • Palpitações (batimentos irregulares ou “coração acelerado”)
  • Desmaios ou tonturas (conforme avaliação clínica)
  • Dor no peito
  • Avaliação de sopro ou achados na consulta
  • Acompanhamento de condições cardíacas e uso de medicamentos (quando indicado)

Como é feito:

  • Colocamos eletrodos na pele para captar os sinais elétricos
  • É um exame rápido e indolor
  • O resultado é interpretado com atenção às particularidades de cada faixa etária

Exame com a Dra. Gabriela Aires Ribas
CRM: 52697 — RQE: 33941 / 33942

Eu sempre tive um amor inexplicável pelos pequenos no CTI.

Eu sempre tive um amor inexplicável pelos pequenos no CTI.

Por mais de quinze anos, troquei natais em família, finais de semana e feriados por plantões com quem não poderia estar em família: os bebês do CTI.

Acompanhamento neonatal com ecocardiograma fetal é essencial para os preparativos do nascimento. Os primeiros momentos pós-parto são cruciais para a recuperação e todas as medidas necessárias.

Hoje, ainda atuo junto ao CTI com os recém-nascidos, mas também me dedico a preparar novos profissionais dando aulas na Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais, e atendendo mães que vêm de todo Brasil para uma consulta particular em meu consultório com todo conforto e comodidade.

É uma realização pessoal ver vidas sendo salvas por um acompanhamento adequado durante a gestação.

Se você está esperando seu bebê e quer garantir que cada detalhe seja cuidado com a atenção que ele merece, estou aqui para te acompanhar nessa jornada.

Dra. Gabriela Aires Ribas
Especialista em Ecocardiografia Pediátrica e Neonatal
CRM: 52697 — RQE: 33941 / 33942🏷️

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Doenças Inflamatórias Intestinais

As Doenças Inflamatórias Intestinais (DII), especialmente a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa, têm apresentado aumento progressivo de incidência na população pediátrica nas últimas décadas. Além de mais frequentes, muitos casos têm surgido em idades cada vez mais precoces e com maior extensão da doença, o que aumenta a complexidade do manejo clínico.

O tratamento inicial costuma ser medicamentoso, com uso de imunossupressores e terapias biológicas. No entanto, uma parcela das crianças e adolescentes pode evoluir com falha terapêutica ou complicações. Nesses cenários, a cirurgia passa a ser uma opção importante dentro do tratamento.

As principais indicações cirúrgicas incluem doença refratária ao tratamento clínico, complicações como estenoses, perfurações, abscessos e fístulas, além de situações de urgência, como megacólon tóxico ou hemorragia grave. Em pacientes com retocolite ulcerativa, a colectomia pode representar inclusive uma abordagem curativa da doença.

Em pediatria, a decisão cirúrgica deve sempre considerar o impacto no crescimento, na nutrição e na qualidade de vida. Por isso, o manejo ideal envolve uma equipe multidisciplinar formada por gastroenterologistas pediátricos, cirurgiões, nutricionistas e outros profissionais de saúde.

O reconhecimento precoce das complicações e o encaminhamento oportuno para avaliação cirúrgica contribuem para melhores resultados clínicos e redução de morbidade.

Referências

Sociedade Brasileira de Pediatria. Cirurgia nas Doenças Inflamatórias Intestinais Pediátricas. Documento Científico, 2026.

Turner D et al. Management of Paediatric Ulcerative Colitis. Journal of Pediatric Gastroenterology and Nutrition. 2018.

Van Limbergen J et al. The medical management of paediatric Crohn’s disease. ECCO/ESPGHAN guidelines. Journal of Crohn’s and Colitis. 2014.

🫀Avanços em arritmias

🫀 Avanços em arritmias em 2025

Novos estudos em cardiologia trouxeram descobertas importantes no manejo das arritmias, especialmente da fibrilação atrial.

🔹 Estudos recentes sugerem que nem todos os pacientes precisam manter anticoagulação por toda a vida após ablação bem-sucedida de fibrilação atrial, principalmente aqueles com baixo risco tromboembólico.

🔹 Mudanças no estilo de vida (controle de peso, pressão arterial, diabetes, apneia do sono, atividade física e redução de álcool) mostraram impacto significativo na redução de recorrência da arritmia.

🔹 Testes genéticos em pacientes com fibrilação atrial de início precoce podem identificar doenças cardíacas hereditárias e mudar a conduta clínica.

🔹 Novas tecnologias de estimulação do sistema de condução cardíaco podem reduzir mortalidade e insuficiência cardíaca quando comparadas ao marcapasso ventricular tradicional.

📌 Esses avanços reforçam que o tratamento das arritmias está evoluindo para uma abordagem mais personalizada, preventiva e baseada em mecanismos da doença.