🫀Valva aórtica bicúspide

🫀 Valva aórtica bicúspide na infância: o ecocardiograma inicial ajuda a definir o acompanhamento

Journal of the American Society of Echocardiography | Junho de 2026

O estudo

Sherburne e colaboradores investigaram a evolução de crianças diagnosticadas com valva aórtica bicúspide durante o primeiro ano de vida.

A pesquisa retrospectiva, realizada na Mayo Clinic, incluiu 103 pacientes com valva aórtica bicúspide isolada ou associada a cardiopatias simples.

Foram excluídas cardiopatias congênitas complexas e valvopatias críticas.

Principais resultados

Entre os 61 pacientes sem estenose ou regurgitação aórtica no primeiro ecocardiograma, nenhum necessitou de intervenção valvar durante um seguimento mediano de seis anos.

Entre os 28 pacientes que apresentavam estenose aórtica inicial, oito necessitaram de intervenção valvar durante o acompanhamento.

A presença de estenose aórtica e dilatação da aorta ascendente no exame inicial esteve associada a maior risco de progressão.  

Por que isso importa?

A valva aórtica bicúspide apresenta evolução heterogênea.

Algumas crianças permanecem durante anos sem disfunção valvar significativa.

Outras desenvolvem estenose, regurgitação ou dilatação da aorta.

O estudo sugere que a avaliação ecocardiográfica inicial pode ajudar a individualizar a frequência do acompanhamento.

Entretanto, os resultados não estabelecem um intervalo universal de seguimento.

Aplicação clínica

Na avaliação inicial, merecem atenção especial a morfologia valvar, os gradientes transvalvares, a presença de regurgitação e os diâmetros da raiz e da aorta ascendente, interpretados por escores Z adequados.

Referência: Sherburne H, Kanade R, Johnson JN, et al. Bicuspid Aortic Valve in Infants without Severe Congenital Heart Defects: Early Echocardiographic Findings Guide Surveillance Strategies. J Am Soc Echocardiogr. 2026;39(6):581-591.

Artigo original | DOI: 10.1016/j.echo.2026.02.006⁠