Exercício

❤️ Cardiopatia congênita e exercício: o primeiro passo não é proibir. É avaliar.

Durante muito tempo, crianças e adolescentes com cardiopatias congênitas receberam recomendações excessivamente restritivas em relação à atividade física. Hoje, a abordagem é diferente: em muitos casos, o objetivo é permitir e estimular o movimento com segurança.

A decisão não deve se resumir a “pode ou não pode”. É preciso considerar a anatomia da cardiopatia, cirurgias prévias, função ventricular, saturação de oxigênio, risco de arritmias, sintomas e capacidade funcional.

Quando necessário, ecocardiograma, monitorização do ritmo, imagem multimodal e teste cardiopulmonar de exercício ajudam a compreender a fisiologia individual e a definir uma prescrição mais precisa.

A partir dessa avaliação, a orientação pode variar desde recomendações gerais de atividade física até uma prescrição individualizada de exercício ou um programa estruturado de reabilitação cardíaca.

E talvez essa seja a principal mudança de perspectiva: restrição não deve ser automática.

Para muitas crianças e adolescentes com cardiopatias congênitas, atividade física bem orientada pode melhorar capacidade funcional, saúde cardiovascular, bem-estar emocional e qualidade de vida.

Mais do que simplesmente “liberar” uma criança para praticar exercício, queremos ajudá-la a construir confiança para permanecer ativa durante toda a vida. 🫀🏃‍♀️

📚 Referência:
Curran T, Hansen K, Lindsey J, et al.; Global Coalition for Fitness in Congenital Heart Disease. Exercise Counseling in Congenital Heart Disease: A Guide for the Pediatric and Congenital Cardiologist. Pediatr Cardiol. 2026;47:2767-2782. doi:10.1007/s00246-025-04085-z.