🫀 Doenças Valvares: os 10 estudos mais importantes de 2025
O European Heart Journal reuniu os 10 trabalhos que mais impactaram a prática clínica em doenças valvares em 2025. Destaques:
🔹 Inteligência Artificial
Modelos de IA já conseguem detectar doenças valvares estruturais pelo ECG e classificar a gravidade das insuficiências valvares no eco, com alta acurácia — abrindo caminho para rastreamento em larga escala.
🔹 Estenose Aórtica Assintomática
Intervenção precoce (TAVI ou cirurgia) reduz hospitalizações por IC e eventos cardiovasculares, mas não mostrou redução de mortalidade até o momento. Seguimento longo ainda é essencial.
🔹 TAVI vs Cirurgia em baixo risco
Em pacientes jovens e de baixo risco, TAVI e cirurgia apresentaram resultados semelhantes até 7 anos. ⚠️ Atenção especial aos pacientes com valva aórtica bicúspide.
🔹 Tratamento clínico após TAVI
O uso de dapagliflozina após TAVI reduziu descompensações por insuficiência cardíaca, reforçando a importância do tratamento medicamentoso associado.
🔹 Insuficiência Mitral
Dados de mundo real mostram encaminhamento tardio, baixas taxas de intervenção precoce e impacto prognóstico da insuficiência mitral residual.
🔹 Intervenções transcateter
M-TEER e T-TEER reduzem hospitalizações por IC, mas sem impacto claro em mortalidade até agora. Seleção adequada do paciente é fundamental.
📌 Mensagem final:
O futuro das doenças valvares passa por IA, intervenções cada vez mais precoces e personalização do tratamento, sempre com cautela na interpretação de desfechos de longo prazo.
📚 Fonte: European Heart Journal, 2026

