A deficiência de ferro continua sendo uma das carências nutricionais mais frequentes na infância, especialmente nos primeiros 2 anos de vida.
Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), a prevenção começa ainda na gestação e segue com medidas fundamentais no primeiro ano, como aleitamento materno exclusivo até os 6 meses, introdução alimentar adequada com alimentos ricos em ferro e suplementação profilática quando indicada.
A partir dos 6 meses, as reservas naturais de ferro do bebê diminuem, tornando essencial a oferta regular de alimentos com boa biodisponibilidade, especialmente carnes, aves e peixes. O uso de leite de vaca no primeiro ano de vida deve ser evitado, pois pode aumentar o risco de anemia ferropriva.
Para lactentes saudáveis, nascidos a termo e com peso adequado, a SBP recomenda suplementação profilática de ferro dos 6 aos 24 meses, na dose de 10 a 12,5 mg/dia, em dois ciclos de três meses, preferencialmente iniciados aos 6 e aos 12 meses. Em prematuros e recém-nascidos de baixo peso, a suplementação deve começar mais cedo e com doses ajustadas ao peso ao nascer.
A mensagem principal é simples: prevenir a deficiência de ferro é proteger o crescimento, o neurodesenvolvimento e a aprendizagem da criança.

