Exposição pré-natal ao vírus Zika e risco de epilepsia na infância

Exposição pré-natal ao vírus Zika e risco de epilepsia na infância

Um grande estudo brasileiro, com mais de 10,8 milhões de crianças, avaliou se a exposição ao vírus Zika durante a gestação aumenta o risco de hospitalização por epilepsia nos primeiros quatro anos de vida.

Principais resultados

✔️ Crianças com síndrome congênita do Zika (SCZ) apresentaram risco muito elevado de hospitalização por epilepsia.

✔️ O maior risco ocorreu entre 7 e 18 meses de idade.

✔️ Esse aumento foi observado tanto em crianças com microcefalia quanto naquelas com perímetro cefálico normal ou aumentado associadas à SCZ.

✔️ Crianças expostas ao vírus Zika durante a gestação, mas que não desenvolveram SCZ, não apresentaram aumento do risco de hospitalização por epilepsia quando comparadas às crianças não expostas.

O que isso significa na prática?

A síndrome congênita do Zika continua sendo um importante fator de risco para epilepsia na primeira infância e essas crianças necessitam de acompanhamento neurológico rigoroso.

Por outro lado, os resultados são tranquilizadores para famílias de crianças que foram expostas ao vírus durante a gestação, mas nasceram sem manifestações da síndrome, pois não foi observado aumento do risco de internações por epilepsia até os 4 anos de idade.

Mensagem principal

A exposição fetal ao vírus Zika, isoladamente, não aumentou o risco de hospitalização por epilepsia. O aumento do risco foi observado apenas nas crianças que desenvolveram síndrome congênita do Zika, reforçando a importância do seguimento especializado desse grupo.

Referência

Tedde JGG, Cerqueira-Silva T, Carroll O, et al. Prenatal Zika Virus Exposure and Risk of Epilepsy Hospitalization in Early Childhood. JAMA Pediatrics. Published online June 29, 2026. doi:10.1001/jamapediatrics.2025.4935.