Dipirona na gestação

O que as evidências científicas mostram?

Uma revisão sistemática publicada em 2025 reuniu os melhores estudos disponíveis para avaliar a segurança da dipirona durante a gravidez.

O que foi analisado?

Foram incluídos 10 estudos, envolvendo mais de 68 mil gestações, avaliando:

• Malformações congênitas.
• Prematuridade.
• Abortamento.
• Baixo peso ao nascer.
• Alterações renais e cardíacas.
• Leucemia infantil.

Quais foram os resultados?

A revisão não encontrou aumento consistente do risco de:

✔️ Malformações congênitas.
✔️ Prematuridade.
✔️ Perda gestacional.
✔️ Baixo peso ao nascer.

Atenção

Apesar dos resultados tranquilizadores, a qualidade das evidências foi considerada baixa ou muito baixa.

Isso significa que não é possível afirmar que a dipirona seja totalmente segura durante a gestação.

O que fazer na prática?

A dipirona não deve ser utilizada por conta própria durante a gravidez.

A decisão deve ser individualizada, considerando:

• Idade gestacional.
• Intensidade da dor ou febre.
• Benefícios para a mãe.
• Possíveis riscos para o bebê.

Sempre com orientação médica.

Canal arterial, oligodrâmnio e alterações renais: os dados disponíveis são limitados. Não foi demonstrado aumento consistente de risco, mas o número de casos é pequeno, impedindo conclusões definitivas.  

Mensagem principal

Até o momento, não há evidências robustas de aumento do risco de malformações ou outros desfechos perinatais importantes com o uso de dipirona durante a gestação.

Entretanto, ainda são necessários estudos de melhor qualidade para confirmar sua segurança.


Referência

Lino GM, Ishibashi FS, Conrado GAM, Bresani-Salvi CC, Galvão PVM. Adverse effects of dipyrone (Metamizole) use during pregnancy on offspring health: a systematic review and meta-analysis. BMC Pregnancy and Childbirth. 2025;25:760. doi:10.1186/s12884-025-07872-x.