Canal arterial

🫀 Tratar precocemente a persistência do canal arterial melhora o neurodesenvolvimento dos prematuros?

O seguimento de dois anos do ensaio clínico BeNeDuctus trouxe novos dados para essa discussão.

O estudo comparou tratamento precoce com ibuprofeno e conduta expectante em recém-nascidos com menos de 28 semanas de gestação e persistência do canal arterial.

Aos 24 meses de idade corrigida, a sobrevida sem comprometimento do neurodesenvolvimento foi semelhante entre os grupos: 49% em cada estratégia.

O resultado não demonstrou benefício do tratamento precoce rotineiro com ibuprofeno para esse desfecho.

Isso não significa que devemos deixar de tratar todos os prematuros com PCA.

Significa que precisamos compreender melhor quais pacientes apresentam repercussão hemodinâmica relevante e quais podem realmente se beneficiar de uma intervenção.

Na cardiologia neonatal, a avaliação ecocardiográfica deve ir além da identificação anatômica do canal.

É necessário compreender a fisiologia do shunt, suas repercussões sobre a circulação pulmonar e sistêmica e o contexto clínico do recém-nascido.

O fechamento do canal arterial é um resultado anatômico. Melhorar o prognóstico da criança é o objetivo clínico.

📖 Apers WMJ, Hundscheid T, Kooi EMW, et al. Long-Term Outcomes of Expectant Management versus Early Ibuprofen for Patent Ductus Arteriosus: 24-Month Follow-Up of the BeNeDuctus Trial. J Pediatr. 2026;299:115292.

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