🫀 Um coração pode ser transplantado sem ser reanimado antes da cirurgia?
Uma publicação recente no New England Journal of Medicine apresenta uma técnica inovadora de preservação de órgãos para transplante cardíaco pediátrico.
O método, denominado REUP, permite recuperar e preservar corações de doadores após morte circulatória, utilizando uma solução fria e altamente oxigenada.
A diferença é que não há necessidade de restabelecer os batimentos cardíacos antes do transplante.
Na experiência inicial publicada, cinco crianças, com idades entre dois dias e 14 anos, receberam corações preservados por essa técnica.
Todas apresentavam função biventricular normal no sétimo dia após o procedimento.
O resultado é promissor, especialmente porque a escassez de órgãos continua sendo uma das principais limitações do transplante cardíaco infantil.
Entretanto, ainda estamos diante de uma experiência pequena, com necessidade de acompanhamento prolongado e validação em outros centros.
Na cardiologia pediátrica, os avanços tecnológicos não se limitam a diagnosticar ou corrigir cardiopatias.
Também envolvem encontrar novas maneiras de oferecer tratamento a crianças que aguardam um transplante.
Ampliar as possibilidades de utilização de órgãos pode significar reduzir o tempo de espera e oferecer novas oportunidades de tratamento.
📖 Williams AM, Bommareddi S, McGann KC, et al. Pediatric Heart Transplantation with Donation after Circulatory Death. N Engl J Med. 2026;395:1454-1455.
doi:10.1056/NEJMc2607437.
