Cobertura vacinal infantil no mundo: onde avançamos e onde estamos falhando 🌍💉
🔎 O que o estudo analisou?
Análise sistemática do Global Burden of Disease 2023, publicada em The Lancet, avaliou a cobertura vacinal infantil de rotina entre 1980 e 2023, em 204 países, com projeções até 2030, alinhadas às metas da Organização Mundial da Saúde (IA2030).
📈 Principais achados
Desde 1974, a vacinação infantil evitou cerca de 154 milhões de mortes. A cobertura global das vacinas clássicas (DTP, pólio, sarampo e BCG) quase dobrou entre 1980 e 2023. ⚠️ Estagnação antes da pandemia: entre 2010–2019, muitos países (inclusive de alta renda) já apresentavam queda. 🦠 Impacto da Covid-19: desde 2020, a cobertura caiu e não retornou aos níveis pré-pandêmicos até 2023. Vacinas mais recentes (pneumococo, rotavírus e 2ª dose do sarampo) continuam expandindo, mas lentamente. 📊 Projeções 2030: apenas a DTP3 pode atingir 90% de cobertura, e somente em cenário otimista.
🚨 Crianças “zero-dose”
Redução expressiva até 2019, mas reversão após a pandemia. Em 2021: 18,6 milhões de crianças sem nenhuma dose. Em 2023: 15,7 milhões, com mais da metade concentrada em 8 países, incluindo o Brasil — evidenciando desigualdades persistentes.
🧭 Mensagem-chave
Para cumprir a Agenda de Imunização 2030, será necessário acelerar o progresso, fortalecer a atenção primária, combater a desinformação e priorizar populações vulneráveis. A recuperação pós-Covid, como o Big Catch-Up, é urgente para evitar retrocessos duradouros.
📚 Fonte: The Lancet (2026). DOI: 10.1016/S0140-6736(25)01037-2.

