Doença de Kawasaki no seu filho: uma febre que merece atenção total. 💙

Mães, imagine uma febre alta que não passa há dias, com olhos vermelhos, erupções na pele e inchaço nos gânglios… Pode ser Doença de Kawasaki, comum em crianças pequenas, que inflama os vasos sanguíneos e ameaça o coraçãozinho delas com dilatações nas artérias coronárias.

Boa notícia de um estudo recente no JAMA (com 134 crianças menores de 6 anos): o tratamento com IVIG (imunoglobulina na veia) sozinho funciona tão bem quanto IVIG + aspirina em alta dose. Reduziu os problemas no coração de forma parecida (de 11-13% para só 2-3% em 6 semanas), sem os riscos extras da aspirina.

Isso simplifica o cuidado e protege melhor os pequenos. Mas cada caso é único — estudos em outras etnias ainda são necessários.

No Instituto Aires Ribas, fazemos ecocardiogramas precisos para pegar qualquer sinal cedo e garantir que o coração do seu filho fique forte e saudável.

🩺 Dra. Gabriela Aires Ribas
Pediatra e Cardiologista Pediátrica
CRM 52697 | RQE 33941/33942

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CHECKLIST Gravidez e Coração: o que toda mãe precisa saber

O coração que acolhe precisa ser o primeiro a ser cuidado. 🤍

Você sabia que as cardiopatias são a principal causa não obstétrica de complicações na gestação no Brasil? Um dado que reforça uma verdade essencial: o sucesso do pré-natal vai muito além do acompanhamento obstétrico convencional.

Recentemente, o estudo nacional REBECGA trouxe alertas fundamentais para a segurança da mãe e do bebê:

🔴 A Realidade dos Dados: Cerca de 4% das gestações envolvem alguma condição cardíaca. Seja uma arritmia, uma doença valvar ou uma cardiopatia congênita, o diagnóstico precoce é o que separa a preocupação da tranquilidade.

🔴 O Alerta do Puerpério: O estudo revelou que mais da metade das complicações graves ocorrem após o parto. O cuidado com o binômio mãe-filho não termina no nascimento; ele se intensifica.

🔴 Quem está no grupo de atenção? Mulheres com hipertensão pulmonar ou limitações funcionais prévias exigem um protocolo de acompanhamento de alta especialização.

O que isso significa na prática? Significa que o planejamento e o acompanhamento cardiológico especializado não são “opcionais”, são a base de uma gestação segura. A ciência nos mostra que, com o suporte certo, os riscos são mitigados e a jornada se torna o que deve ser: um momento de celebração.

Cuidar do seu coração é a primeira forma de proteger o coração do seu filho. ✨

🩺 Dra. Gabriela Aires Ribas Pediatra e Cardiologista Pediátrica CRM 52697 | RQE 33941/33942

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34 a 36 semanas: Por que o cuidado precisa ser redobrado?

Prematuro tardio não é “quase a termo”. E esse detalhe importa muito.

Bebês que nascem entre 34 semanas e 36 semanas + 6 dias representam a maior parte dos prematuros, mas ainda carregam uma imaturidade anatômica, fisiológica e metabólica que exige atenção especial desde a sala de parto até o acompanhamento após a alta.

Mesmo quando parecem bem, esses recém-nascidos têm maior risco de desconforto respiratório, hipotermia, hipoglicemia, icterícia, dificuldade alimentar e reinternação quando comparados aos bebês a termo.

Por isso, o cuidado com o prematuro tardio precisa ser individualizado:

  • alta segura
  • primeira consulta pediátrica precoce
  • monitoramento nos primeiros dias após a alta
  • seguimento diferenciado do crescimento e do neurodesenvolvimento

A mensagem principal é clara: prematuridade tardia é motivo de alerta, não de subestimação.

Informação, vigilância e acompanhamento oportuno fazem diferença na evolução e na segurança desse bebê. 💙

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A deficiência de ferro na infância pode impactar muito mais do que o exame de sangue.

A deficiência de ferro na infância merece atenção porque pode impactar muito mais do que o exame de sangue.

Nos lactentes, o ferro é essencial para o crescimento, para o desenvolvimento neurológico e para o bom funcionamento do organismo. Quando essa deficiência não é identificada e tratada no momento certo, pode estar associada à anemia ferropriva e trazer repercussões importantes nessa fase de desenvolvimento tão acelerado.

As diretrizes atualizadas da Sociedade Brasileira de Pediatria reforçam a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do tratamento adequado, especialmente nos primeiros meses e anos de vida. Isso inclui atenção à alimentação, avaliação individual do risco e acompanhamento pediátrico cuidadoso.

Na prática, olhar para a deficiência de ferro de forma antecipada é uma maneira de cuidar do desenvolvimento da criança com mais precisão e segurança. Em consultório, isso significa orientar a família de forma individualizada, considerando faixa etária, alimentação, sinais clínicos e a necessidade de suplementação.

O Ciclo de Suplementação de Ferro De acordo com os protocolos vigentes, o esquema de suplementação profilática para crianças menores de dois anos segue ciclos específicos:

  • Ciclo I (6 aos 9 meses): Uso de ferro elementar por 3 meses seguidos (dose de 10 a 12,5 mg/dia).
  • Pausa (9 aos 12 meses): Intervalo de 3 meses sem suplementação.
  • Ciclo II (12 aos 15 meses): Retomada do ferro elementar por mais 3 meses seguidos (dose de 10 a 12,5 mg/dia).
  • Término (15 aos 24 meses): Encerramento do esquema profilático padrão.

Cuidar do ferro também é cuidar do desenvolvimento, da energia e da saúde da criança como um todo.

Dra. Gabriela Aires Ribas
Pediatra e Cardiologista Pediátrica
CRM 52697 • RQE 33941 / 33942

Oscar das MÃES que vivem pelos filhos

Para um bebê de 8 meses…
Um Oscar não significa NADA.
Mas a mãe…
A mãe significa TUDO.

Quase todo discurso de premiação
termina com um “Obrigada, mãe”.
Agradecemos a elas pelas renúncias…
Pelos sacrifícios…
Pelo que elas deixaram de ser por nós.

Mas existe algo ainda mais bonito:
Quando uma mãe inspira
não pelo que ela abriu mão…
Mas pelo que ela continua realizando.

Sempre nos perguntam:
“Você morreria pelo seu filho?”
A resposta é óbvia.
Mas a pergunta real deveria ser:
“Você viveria por ele?”

Uma mãe não deixa de ter sonhos
quando o bebê nasce.
Mas no caos da rotina…
É fácil esquecer quem você é.

Eu fico imaginando aquela mãe…
No olho do furacão, de pijama…
Olheiras de panda e bicos latejando…
Assistindo ao Oscar no mudo,
com a legenda na tela do celular.

Eu sei que ela se sentiu acolhida
quando a Jessica Gagne dedicou o prêmio
à “beleza do caos do coração de uma mãe”.

Eu também mudei minha rota
depois da maternidade.
Muitas vezes me senti sozinha na floresta…
Porque as mulheres que vieram antes de mim
não puderam chegar onde eu estou.

E eu avanço por elas.
E pela minha filha.

Por muito tempo disseram
que algo sempre teria que ser sacrificado.
Mas a história está sendo reescrita.
Uma mãe pode — e deve —
continuar existindo como pessoa e criadora.

Ontem, duas mães ganharam um Oscar:
A que estava no palco…
E a que estava em casa…
Lutando para criar seus filhos
contra todas as probabilidades.

**As duas são gigantes

Se no seu exame foi solicitado ecocardiograma com strain, existe um detalhe importante que merece atenção.

Nem sempre o strain miocárdico é realmente realizado, mesmo quando aparece no pedido médico.

Isso acontece porque o strain não faz parte automaticamente de todo ecocardiograma. É uma técnica mais avançada, que avalia de forma sensível como o músculo do coração está funcionando e pode identificar alterações que muitas vezes ainda não aparecem no exame convencional.

Na prática, existem pontos importantes. Nem todos os serviços contam com o software específico necessário para essa análise. Além da tecnologia, também é essencial haver treinamento médico adequado para a aquisição das imagens e para a interpretação correta dos dados.

O strain não é um comando automático do aparelho. Ele depende de estrutura, experiência e execução adequada.

Também existe uma limitação frequente no próprio sistema de saúde. Em muitos casos, os convênios não possuem cobertura específica para essa análise, e alguns serviços realizam apenas o ecocardiograma convencional, mesmo quando o pedido inclui strain.

Quando o strain é realmente realizado, ele acrescenta uma visão mais profunda da função cardíaca e contribui para uma avaliação mais detalhada e refinada.

Mais do que pedir o exame, é importante saber se essa avaliação está sendo realmente feita.

Dra. Gabriela Aires Ribas
Pediatra e Cardiologista Pediátrica
CRM 52697 • RQE 33941/33942

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VSR: a proteção que começa antes mesmo do primeiro respiro

Nos primeiros meses de vida, o bebê ainda é extremamente vulnerável às infecções respiratórias. E entre elas, o vírus sincicial respiratório (VSR) é uma das principais causas de bronquiolite e internações, especialmente em bebês pequenos.

Por isso, falar em prevenção é falar em cuidado real, antecipado e inteligente.

Em 2026, esse cuidado ganhou reforços importantes. A vacina contra o VSR para gestantes, indicada a partir de 28 semanas, permite que a proteção comece ainda na gravidez, oferecendo anticorpos ao bebê já no nascimento. Além disso, o nirsevimabe, anticorpo monoclonal de dose única, passou a ampliar a prevenção em crianças elegíveis, com foco em reduzir quadros graves e hospitalizações.

Na prática, isso significa uma nova forma de cuidar: menos risco, mais proteção e mais tranquilidade para a família em uma fase tão delicada da vida.

Quando pensamos em saúde infantil, prevenir não é excesso de zelo. É um gesto de amor, responsabilidade e visão. Porque proteger um bebê de uma internação respiratória também é proteger o vínculo, o início da vida e a serenidade de quem espera e cuida.

No consultório, orientar cada família de forma individualizada faz parte desse cuidado mais próximo, humano e atento aos detalhes — especialmente nos primeiros meses, quando cada decisão pode fazer diferença.

Prevenir o VSR é cuidar com antecedência daquilo que mais importa: o começo da vida.

Dra. Gabriela Aires Ribas
Pediatra e Cardiologista Pediátrica
Especialista em Cardiologia Fetal e Ecocardiografia Fetal
CRM 52697 • RQE 33941 / 33942

Diabetes gestacional exige um olhar além da glicose: O coração do bebê também merece atenção especial.

Muitas gestantes não sabem, mas o diabetes na gestação pode estar associado a alterações no desenvolvimento cardíaco do bebê, inclusive ao aumento da espessura do músculo do coração, quadro conhecido como cardiomiopatia hipertrófica fetal/neonatal. Por isso, em muitos casos, o ecocardiograma fetal durante a gravidez e o ecocardiograma do recém-nascido após o nascimento são etapas importantes para uma avaliação mais completa e segura.

Quando a glicose materna está aumentada, há maior passagem de glicose pela placenta. O bebê responde com hiperinsulinemia fetal, e essa insulina em excesso tem efeito de crescimento sobre vários tecidos, incluindo o miocárdio fetal. Na prática, isso pode levar à hipertrofia do septo interventricular e da parede ventricular esquerda.

Na maioria das vezes, essa alteração é transitória, mas alguns bebês podem apresentar repercussão clínica importante, como dificuldade de adaptação no período neonatal, obstrução do fluxo de saída do ventrículo esquerdo e, em situações mais delicadas, sinais de insuficiência cardíaca.

🫀 Por que o ecocardiograma fetal é tão importante nesse contexto?
Porque ele permite avaliar ainda na gestação:

  • a estrutura do coração do bebê
  • a função cardíaca fetal
  • sinais de hipertrofia miocárdica
  • e o planejamento mais adequado para o nascimento e os primeiros cuidados pós-parto

👶 E por que repetir a avaliação após o nascimento?
Porque o ecocardiograma do bebê ajuda a confirmar os achados, avaliar a adaptação cardiovascular neonatal e definir se será necessário apenas acompanhamento ou alguma conduta específica.

No consultório particular, essa avaliação é feita com tempo, atenção aos detalhes e explicação clara para a família. Para muitas mães, entender o que está acontecendo com segurança e acolhimento faz toda a diferença durante a gestação.

Cuidar bem da gestação também é cuidar do coração do bebê antes mesmo do nascimento.

🩺 Dra. Gabriela Aires Ribas
Pediatra e Cardiologista Pediátrica
CRM 52697 • RQE 33941/33942

O coração do seu filho está pronto para entrar em campo?

🫀 Seu filho tem coração de atleta? Em um ano de Copa do Mundo, essa é uma pergunta que merece ser feita antes de entrar em campo.

Com a chegada da Copa do Mundo de 2026, cresce também o entusiasmo de crianças e adolescentes pelos esportes, especialmente pelo futebol. Mas, antes da performance, da competição e da rotina intensa de treinos, existe um cuidado essencial: a avaliação cardiovascular para prática esportiva.

O eletrocardiograma (ECG) é um exame rápido, indolor e extremamente importante na cardiologia do esporte, pois pode ajudar a identificar doenças cardíacas silenciosas, arritmias, alterações elétricas do coração e outras condições associadas ao risco de eventos graves durante o esforço físico. Por isso, a avaliação com cardiologista pediátrica é uma etapa valiosa para uma liberação esportiva mais segura e individualizada.

Segundo diretrizes da Sociedade Europeia de Cardiologia (ESC), o ECG tem papel importante na triagem cardiovascular de jovens atletas, especialmente a partir dos 13 anos, ajudando na identificação precoce de alterações que podem exigir investigação complementar antes da prática esportiva competitiva ou regular.

Alguns sinais de alerta merecem atenção antes de iniciar ou intensificar atividades físicas:

⚽ História pessoal

  • Dor no peito ao esforço
  • Desmaio ou síncope sem causa definida
  • Falta de ar, cansaço excessivo ou queda de rendimento
  • Histórico de sopro cardíaco
  • Pressão alta
  • Cardiopatia congênita
  • Palpitações ou alterações do ritmo cardíaco

👨‍👩‍👧 História familiar

  • Morte súbita ou inexplicável antes dos 50 anos em parentes de primeiro grau
  • Histórico familiar de cardiomiopatia hipertrófica, cardiomiopatia dilatada, síndrome do QT longo, canalopatias, síndrome de Marfan ou arritmias graves

🩺 No exame físico

  • Presença de sopro cardíaco
  • Alterações dos pulsos femorais
  • Sinais sugestivos de síndrome de Marfan
  • Alterações na pressão arterial

Quando necessário, o ECG é o primeiro passo para indicar outros exames, como ecocardiograma, teste ergométrico, CPET, ressonância magnética cardíaca ou tomografia cardíaca.

No consultório particular, a proposta é oferecer uma avaliação cardiológica pediátrica completa, com olhar criterioso, escuta acolhedora e interpretação individualizada, para que a criança ou o adolescente pratique atividade física com mais segurança, e a família tenha mais tranquilidade.

✨ Esporte e saúde caminham juntos — e performance de verdade começa com um coração bem avaliado.

Dra. Gabriela Aires Ribas
Pediatra e Cardiologista Pediátrica
CRM 52697 • RQE 33941/33942


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🫀 PROLAPSO DA VALVA MITRAL (PVM): nem sempre é “só um achado”

No consultório, eu vejo com frequência pessoas que chegam tranquilas porque “disseram que é benigno”, e outras que chegam ansiosas após lerem tudo na internet. A verdade é: o PVM é uma condição heterogênea.
Muitos pacientes evoluem muito bem, mas existe um subgrupo com maior risco de arritmias ventriculares e, em casos específicos, morte súbita. E é exatamente por isso que o detalhe importa.

🔎 Fenótipos mais comuns

  • Doença de Barlow → folhetos espessos, redundantes, multissegmentares
  • Deficiência fibroelástica → folhetos/cordas finos, com maior risco de ruptura
  • Fendas mitrais podem agravar a regurgitação⚠️ Disjunção Anular Mitral (MAD)
    ✔️ MAD verdadeiro: separação do anel mitral visível em sístole e diástole (associado a maior risco arrítmico)
    ❌ Pseudo‑MAD: pode ser efeito óptico por folhetos muito volumosos❤️ Marcadores de risco arrítmico que merecem atenção
  • Prolapso bivalvar
  • Folhetos longos e redundantes
  • MAD > 8,5 mm
  • Fibrose miocárdica na RM (LGE), especialmente em parede inferolateral ou músculos papilares📈 Sinais ecocardiográficos importantes
  • Sinal de Pickelhaube (Doppler tecidual)
  • Curling da base do VE na sístole
  • Dispersão mecânica ao strain

    🧠 Mensagem-chave
    PVM não é uma única doença.
    Uma avaliação bem feita, com ecocardiografia avançada, ECG e, quando indicado, RM cardíaca, ajuda a separar o que é apenas acompanhamento do que precisa de seguimento mais próximo e individualizado.

    📚 Imagem cardíaca salva vidas quando bem interpretada. Se você tem diagnóstico de PVM (ou alguém da sua família), e quer uma avaliação precisa, tranquila e com explicação clara, esse é um tema que vale ser olhado com cuidado.