Níveis de colesterol na infância

📚 Foi isso que concluiu um estudo de corte que teve uma média de 35 anos de acompanhamento, envolvendo mais de 20.000 participantes. Destes, 153 eventos cardiovasculares fatais ocorreram entre aqueles que possuíam níveis elevados de não-HDL-C e LDL-C associados a um aumento significativo no risco. ⚠❤

Esses resultados destacam a importância de monitorar os níveis de colesterol desde a infância, possibilitando intervenções precoces para reduzir o risco de doenças cardiovasculares na vida adulta. 👶🧬

🍔🏋 Na infância, a principal causa de colesterol alto se deve a uma alimentação rica em gorduras, ao excesso de peso e ao sedentarismo. ‍Entretanto, algumas crianças e adolescentes terão colesterol alto mesmo seguindo uma dieta saudável.

👧👦 Atualmente, consensos nacionais e internacionais sugerem que a primeira dosagem de colesterol na infância seja feita, em toda a criança, entre 9 e 11 anos. 🩺 Crianças obesas, com idade entre 2 e 8 anos, com diagnóstico de diabetes ou que tenham histórico familiar de doença cardíaca ou colesterol alto, também devem ter os níveis de colesterol dosados regularmente.

👩‍⚕ Se o LDL-colesterol da criança, ou seja, a fração ruim do colesterol no sangue, estiver acima de 130mg/dl, os pais deverão procurar um pediatra para acompanhamento.

💓 Lembre-se que a infância e a adolescência são fases importantes na prevenção de doenças do coração, e os hábitos de vida formados nesta fase são fundamentais para a qualidade de vida e a sobrevida do adulto. 🌱💖

🩺 Dra. Gabriela Aires Ribas
Pediatra e Cardiologista Pediátrica
RQE 33941/ 33942

Vacinação Poliomielite

O Ministério da Saúde informou que vai substituir as duas doses de reforço da vacina oral poliomielite bivalente (VOPb), conhecida como gotinha, por uma dose de vacina inativada poliomielite (VIP) que é injetável, de modo que o esquema vacinal contra a doença será exclusivo com VIP.

👶 Atualmente a VIP (forma injetável), já é aplicada aos 2, 4 e 6 meses de vida do bebê, conforme o Calendário Nacional de Vacinação.

💧 Aos 15 meses e aos 4 anos, havia o reforço com as gotinhas. Agora, será aplicada apenas a vacina injetável e não será preciso mais a dose de reforço aos 4 anos. O esquema vacinal contra a poliomielite ficará assim:

🔹2 meses – 1ª dose injetável (como já ocorre hoje)
🔹4 meses – 2ª dose injetável (como já ocorre hoje)
🔹6 meses – 3ª dose injetável (como já ocorre hoje)
🔹15 meses – dose de reforço injetável (no lugar das gotinhas)

⚕️ A decisão foi baseada em critérios epidemiológicos, evidências científicas sobre a vacina e recomendações internacionais para deixar o esquema vacinal ainda mais seguro. Países como os Estados Unidos e nações europeias já utilizam esquemas vacinais exclusivos com a VIP.

⚕️Segundo a pasta, a vacina injetável (inativada) é um avanço tecnológico e contribuirá ainda mais com a eficiência do Programa Nacional de Imunizações (PNI) com relação a poliomielite!

Compartilha a notícia com os pais que você conhece. 🗣

🩺 Dra. Gabriela Aires Ribas
Pediatra e Cardiologista Pediátrica
RQE 33941/ 33942

Insuficiência Cardíaca em crianças

A insuficiência cardíaca acontece quando o coração não consegue bombear sangue suficiente para o corpo, e isso pode acontecer em qualquer fase: na vida fetal, no período neonatal ou em qualquer época da infância e adolescência.

🔎 São inúmeras as causas de IC, sendo as mais importantes os defeitos cardíacos congênitos, as doenças primárias e secundárias do músculo cardíaco e a IC secundária a doenças sistêmicas.

👶 A apresentação clínica na criança depende principalmente de dois fatores: idade e etiologia do quadro. Arraste para o lado e confira os principais sintomas. É possível perceber que muitos desses sinais podem ser sutis e acabam confundindo-se com outras doenças mais frequentes na infância como doenças respiratórias ou gastrointestinais.

🔎 Por isso, fiquem atentos! Caso a criança apresente esses sinais sugestivos de insuficiência cardíaca é necessário uma avaliação urgente e a realização de exames diagnósticos como o Ecocardiograma transtorácico. Este é um exame indispensável para a avaliação diagnóstica inicial da IC pediátrica principalmente para excluir a presença de uma doença cardíaca estrutural.

🩺 Dra. Gabriela Aires Ribas
Pediatra e Cardiologista Pediátrica
RQE 33941/ 33942

Ganho de peso em crianças

🧃 Você costuma oferecer suco (mesmo o integral) com frequência para o lanche das crianças?

📚 Um estudo publicado no JAMA Pediatrics comprovou uma associação positiva entre o consumo de suco de frutas 100% e o ganho de peso em crianças.

👉 Isso ocorre devido principalmente ao seu elevado teor de açúcares naturais e à ausência de fibras que estão presentes na fruta in natura. Embora o suco de frutas seja considerado uma opção mais saudável do que bebidas açucaradas processadas, ainda assim contém uma quantidade significativa de frutose (açúcar natural das frutas), o que pode aumentar o risco de ganho de peso quando consumido em excesso.

🍊 Além disso, é fácil consumir uma grande quantidade de suco sem perceber o volume de calorias ingerido. Por exemplo, para fazer um copo de suco de laranja, são necessárias várias laranjas, o que representa um conteúdo calórico e de açúcar maior do que se a criança consumisse apenas uma laranja.

👩‍⚕️ Isso respalda orientações, como a da SBP, de limitar o consumo regular de suco de frutas e enfatiza a importância de manter um equilíbrio melhor entre nutrientes, evitando o excesso de açúcares concentrados.

🩺 Dra. Gabriela Aires Ribas
Pediatra e Cardiologista Pediátrica
RQE 33941/ 33942

Vacina Bronquiolite

💉 Aprovada em abril deste ano, a Abrysvo da Pfizer, chega as clínicas de vacinação particulares de todo o Brasil a partir desta semana.

🦠 A Abrysvo é uma vacina contra o VSR licenciada para uso em gestantes entre 24 e 36 semanas e maiores de 60 anos de idade. Ela tem por objetivo a passagem de anticorpos maternos e consequente proteção da criança no primeiro semestre de vida. A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) recomenda seu uso rotineiro em gestantes entre 32 e 36 semanas em qualquer época do ano. 🤰

😤 O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é altamente infeccioso capaz de causar doenças respiratórias graves em bebês e idosos. É especialmente agressivo em crianças prematuras, crianças portadoras de pneumopatias crônicas e cardiopatias congênitas, além de outras condições. ⚠

❗No entanto, atenção: 80% das crianças internadas em terapia intensiva em decorrência do VSR são crianças a termo e anteriormente saudáveis!

✅ A eficácia da vacina é de até 80% para casos graves por VSR nos seis meses seguintes ao nascimento dos bebês. A SBIm recomenda que seu uso pode ser feito no mesmo dia que qualquer vacina.

💡Com a chegada do imunizante, a vacinação se torna uma das principais formas de prevenção contra formas graves de doenças respiratórias causadas pelo VSR. Outras formas de prevenir a infecção incluem evitar o contato ou exposição da criança com outra pessoa já contaminada e reforçar os cuidados básicos de higiene e limpeza de objetos que podem estar contaminados.

🩺 Dra. Gabriela Aires Ribas
Pediatra e Cardiologista Pediátrica
RQE 33941/ 33942

Coqueluche

🦠 A coqueluche é uma doença infecciosa aguda, causada por uma bactéria e que compromete especificamente o aparelho respiratório e se caracteriza por uma súbita tosse seca.

😪 É uma doença altamente contagiosa e perigosa, especialmente para bebês e crianças pequenas, que podem enfrentar complicações graves, Sua transmissão é elevada e ocorre de forma direta por meio de gotículas (tosse, espirro, ao falar etc.).

Nos últimos anos, temos visto um aumento preocupante dos casos de coqueluche em várias partes do mundo, o que acende o alerta também aqui no Brasil, uma vez que, desde 2016, o país acumula pessoas suscetíveis, em razão de quedas nas coberturas vacinais. 😔

👶 As crianças mais suscetíveis são aquelas menores de 1 ano, especialmente as menores de 6 meses, seguidas daquelas entre 1 e 4 anos.

🩺 A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) recomenda a vacina tríplice bacteriana DTPa para a prevenção da coqueluche, difteria e o tétano, para todas as crianças até aos 7 anos de idade, mesmo que já tenham tido essas doenças.

🛡 Proteger nossas crianças deve ser nossa prioridade, e a vacinação salva vidas! Certifique-se de que o seu filho está com as vacinas em dia, de acordo com o calendário recomendado.

🩺 Dra. Gabriela Aires Ribas
Pediatra e Cardiologista Pediátrica
RQE 33941/ 33942

Desenvolvimento de Linguagem

🗣 O desenvolvimento da linguagem em crianças é complexo e apresenta diferenças individuais, não apenas no que diz respeito à aquisição, mas também à velocidade e à qualidade. Ele também depende de uma série de fatores, que vão desde a maturidade neuropsicológica, afetiva e cognitiva até os contextos em que a criança está inserida.

👦 De maneira geral, espera-se que por volta de 1 ano de idade, a compreensão e a fala da criança estejam avançadas e ela já emita palavras soltas como “papa” e “mama”.

👧 Aos 2 anos de idade, as crianças terão um vocabulário com cerca de 200 palavras e, a essa altura, começarão a associar duas palavras. Aos 3 anos, já conseguem formar frases simples de três palavras com sujeito, objeto e verbo. Além de uma fala fluida, onde um estranho deve compreender o que ela está dizendo.

🔎 Então, se nessa idade a criança ainda não fala e se comunica, uma avaliação é recomendada. A frase “cada criança tem seu tempo”, deve ser ponderada com muito critério, pois existem marcos que devem ser observados e fatores de risco a serem acompanhados.

🧠 Lembre-se que os primeiros anos de vida são extremamente importantes e a não aquisição de habilidades na época mais propicia do ponto de vista neurobiológico pode causar déficits de aquisição permanentes.

🩺 Dra. Gabriela Aires Ribas
Pediatra e Cardiologista Pediátrica
RQE 33941/ 33942

Insuficiência cardíaca intrauterina

A insuficiência cardíaca intrauterina é uma condição rara em que o coração do feto não consegue bombear sangue suficiente para o corpo. Embora não haja uma maneira garantida de evitarmos esse problema, trouxe algumas medidas que podem ajudar a reduzir o risco dela ocorrer:

🤰 Fazer exames pré-natais regulares: auxilia a detectar problemas cardíacos no feto precocemente, permitindo que o tratamento comece o mais cedo possível;

🚭 Evitar o consumo de álcool e drogas: isso pode aumentar o risco de problemas cardíacos no feto, incluindo a insuficiência cardíaca intrauterina;

🩺 Controlar doenças crônicas: condições como diabetes e hipertensão, devem ser acompanhadas e controladas para reduzir o risco de problemas cardíacos no feto;

🦠 Evitar infecções durante a gravidez: doenças como rubéola e toxoplasmose também aumentam o risco de problemas cardíacos no feto;

🥗 Seguir uma dieta saudável e equilibrada: ajuda a garantir que o feto receba os nutrientes necessários para um desenvolvimento saudável;

🧘‍♀️ Evitar o estresse;

👩‍⚕️ Em casos de histórico familiar de problemas cardíacos ou outras condições de risco, é importante consultar um médico especialista em cardiologia fetal para avaliarmos os riscos e monitorarmos o desenvolvimento do feto.

🩺 Dra. Gabriela Aires Ribas
Pediatra e Cardiologista Pediátrica
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Mudanças climáticas e agravo nas alergias

As mudanças climáticas são uma grande preocupação de saúde pública no século XXI, pois são consideradas um dos principais fatores de risco à saúde evitáveis e que afetam a todos.

❗Infelizmente, indivíduos de menor nível socioeconômico, doentes, idosos, mulheres, gestantes e as crianças são os mais afetados.

⚠ Os sérios danos causados pelas mudanças climáticas resultam de condições cada vez mais extremas: ondas de calor, tempestades, inundações e secas. Os danos indiretos também preocupam: poluição do ar, doenças transmitidas por vetores, escassez de água e alimentos contaminados,

👦 As crianças têm frequência respiratória maior à de adultos, assim inalam mais toxinas transportadas pelo ar em proporção ao seu peso. Seus órgãos também ainda estão em desenvolvimento, assim os danos provocados pelos poluentes ambientais têm maiores impactos, aumentando a probabilidade do desenvolvimento de infecções respiratórias em lactentes e maior risco de pneumonia em crianças menores de 5 anos.

👩‍⚕️ A proteção da saúde infantil exige que todos nós entendamos até que ponto as crianças são afetadas para que façamos orientações adequadas e individualizadas para nossos pacientes a cada consulta. 🤝Além disso, é preciso uma ação conjunta e global para tentarmos diminuir os impactos das mudanças climáticas na saúde de todos nós.

🩺 Dra. Gabriela Aires Ribas
Pediatra e Cardiologista Pediátrica
RQE 33941/ 33942

Uso de medicamentos na creche e escola

Essa semana várias escolas deram início ao ano letivo de 2024. Uma situação comum é o encaminhamento, por parte das famílias, de pedidos para a administração de medicamentos nas escolas, muitas vezes, sem nenhum critério ou limite, sem levar em conta a sobrecarga e a responsabilidade que isso representa, principalmente, para os professores.

👉 O recomendado é que as famílias façam a administração dos medicamentos em casa, sempre que possível. O seu uso na escola deve ser restrito às condições em que é imprescindível, ainda sim com cuidados, a fim de evitar o uso inadequado, que pode ter consequências sérias para a saúde da criança.

👉 Há escolas inclusive que não administram medicamentos, enquanto outras permitem que familiares entrem no estabelecimento para sua administração.

👉 Quando o tratamento com o uso dos medicamentos for absolutamente necessário, veja algumas recomendações:

📌 Encaminhar sempre a receita médica atualizada e devidamente carimbada, de preferência, nas formas impressa e eletrônica;
📌 Deixar o menor número de doses possível para administrar na instituição;
📌 Enviar os medicamentos nas embalagens originais e identificados com o nome da criança;
📌 Manter contato com a equipe escolar para os esclarecimentos que forem necessários.

🩺 Dra. Gabriela Aires Ribas
Pediatra e Cardiologista Pediátrica
RQE 33941/ 33942