Acidentes Evitáveis na infância

👶 A partir do 5º mês até o primeiro ano de vida, o bebê já reconhece as suas mãos e vai passar a utilizá-las, indo atrás dos objetos que chamam a sua atenção para tentar levá-los à boca.

Eles também começam a ter maior capacidade motora e vão aprender a se virar, depois a rolar, a engatinhar e alguns até tentar andar…. 😅 A partir dessa mobilidade, todo ambiente que ele fica deverá estar com a proteção necessária. ⚠ Os riscos de quedas, afogamentos, aspiração de objetos e queimaduras aumentam e a atenção para com o bebê precisa ser total e de proteção passiva. Ou seja, todo o ambiente deve estar preparado para sua evolução e descobertas.

▶️ Portanto, arrasta para o lado e confira as principais medidas de prevenção para esta faixa etária. 💌 Salva o post para consultar quando precisar e compartilha com uma família que você conhece.

🩺 Dra. Gabriela Aires Ribas
Pediatra e Cardiologista Pediátrica
RQE 33941/ 33942

Dislipidemia

🩸 A dislipidemia é uma doença caracterizada pela presença de níveis elevados de lipídios, ou seja, gorduras no sangue.

⚠ Infelizmente, sabemos que as dislipidemias não são mais exclusivas de adultos e idosos. Pelo contrário, segundo o Ministério da Saúde, sua prevalência já alcança mais de 20% das crianças e adolescentes.

🍕 Além disso, a epidemia de obesidade vem crescendo em todas as faixas etárias, associada ao crescimento da ocorrência cada vez mais precoce de uma série de fatores de risco cardiovasculares, como dislipidemia, resistência à insulina e hipertensão.

🚴 Como a maioria dos casos na infância é decorrente de maus hábitos de vida, a abordagem inicial é comportamental. Em geral, estimulamos a mudança no estilo de vida com pratica de atividade física moderada e regular, hábitos alimentares saudáveis e manutenção de peso, evitando a obesidade.

👩‍⚕️ Caso a criança esteja em uma dieta pobre em lipídeos, pode haver comprometimento no seu crescimento e desenvolvimento. Por isso, é preciso ter uma atenção redobrada com acompanhamento de um profissional capacitado.

💔 A identificação precoce da dislipidemia, associada à mudança no estilo de vida e ao tratamento medicamentoso quando indicado, pode atenuar o risco cardiovascular na vida adulta, que atualmente é a maior causa de mortalidade em todo o mundo!

🩺 Dra. Gabriela Aires Ribas
Pediatra e Cardiologista Pediátrica
RQE 33941/ 33942

Piolhos

🦠 Os piolhos são ácaros parasitas que causam uma doença chamada pediculose. Eles botam ovos que ficam presos próximos à raiz do cabelo e quando se rompem deixam casquinhas chamadas de lêndeas.

👒 Quem tem criança em idade escolar, sabe que os piolhos são bem comuns e de fácil transmissão. Eles passam de uma cabeça para a outra pelo contato, mas também podem ser transmitidos por objetos como chapéu, travesseiro, escova e acessórios de cabelo.

🔴 Além da incômoda coceira, os piolhos podem deixar lesões avermelhadas no couro cabeludo, Ínguas na região da nuca e atrás das orelhas e sensação de que algo se movimenta na cabeça. São bem incômodos e o melhor é a prevenção:

🔎 Avaliar diariamente a cabeça da criança na procura de piolhos e lêndeas.
🎀 Crianças com cabelos longos devem ir preferencialmente de cabelo preso para a escola.
❌ Orientar as crianças a não compartilharem com os colegas pentes, escovas, bonés, lenços ou bandanas.

🪮 Caso os pais encontrem os piolhos, além de usar um pente fino, o ideal é buscar a avaliação do Pediatra, que indicará quais são os medicamentos recomendados, incluindo xampus ou remédios de uso oral. Não medique a criança por conta própria, pois essas substâncias têm grande absorção pelo couro cabeludo, que é ricamente vascularizado, podendo causar maiores problemas.

Compartilha com os pais que você conhece! 😘

🩺 Dra. Gabriela Aires Ribas
Pediatra e Cardiologista Pediátrica
RQE 33941/ 33942

Hemofilia

🧬 A hemofilia é uma doença genética, ligada ao cromossoma X, que afeta a produção dos fatores de coagulação. Sendo assim, predispõe o paciente a apresentar eventos hemorrágicos após pequenos traumas, e que são muitas vezes espontâneos.

🩸Na maioria das vezes, é hereditária, mas pode também ser uma mutação nova. Cerca de 30% a 50% dos casos não têm história familiar da doença, o que pode atrasar e, muitas vezes, dificultar o diagnóstico.

🦵 A principal característica das hemofilias é a ocorrência de sangramento anormal e espontâneo, sem haver evidência de um trauma envolvido. É mais frequente nas articulações, levando a quadro clínico de dor, edema articular, calor local e dificuldade de mobilização do membro acometido, com perda da amplitude do movimento, podendo ser, muitas vezes, confundido com outros quadros articulares da infância.

👩‍⚕ O acompanhamento pediátrico é fundamental para a criança com hemofilia. Sendo de extrema importância que, no momento em que seja levantada a suspeita do diagnóstico, o paciente seja encaminhado a um centro de tratamento de hemofilia (CTH), que no Brasil está centralizado nos hemocentros e hemonúcleos.

🏊 Além disso, a criança com hemofilia deve ser estimulada para atingir seu desenvolvimento neuropsicomotor adequado, sendo importante a prática de atividades físicas regulares preferencialmente de baixo impacto, como natação e pilates. O fortalecimento muscular é essencial para manter uma boa saúde articular. 😉

🩺 Dra. Gabriela Aires Ribas
Pediatra e Cardiologista Pediátrica
RQE 33941/ 33942

Diarreia

💩 A diarreia pode ser definida pela ocorrência de três ou mais evacuações amolecidas ou líquidas nas últimas 24 horas. Na diarreia aguda ocorre um desequilíbrio entre a absorção e a secreção de líquidos e eletrólitos e é um quadro autolimitado.

🦠 Normalmente, a diarreia é uma infecção causada por vírus, bactérias ou protozoários e que pode ter consequências graves como desidratação, desnutrição e até mesmo óbito.

🔎 Eventualmente outras causas podem iniciar o quadro de diarreia como: alergia ao leite de vaca, deficiência de lactase, apendicite aguda, uso de laxantes e antibióticos ou intoxicação.

👶 Por ter baixo peso, é importante que todo bebê ou criança com diarreia seja avaliado pelo Pediatra. Além disso, caso o pequeno apresente também vômitos persistentes, perdas diarreicas volumosas e frequentes e sinais de desidratação como sonolência, boca seca e pouca urina, a criança deve ser encaminhada ao serviço de urgência para tratamento adequado.

✅ Lembre-se de aumentar a oferta de líquidos, incluindo o soro de reidratação oral e a manutenção da alimentação com alimentos que não agravem a diarreia como sopa de frango com hortaliças e verduras, água de coco e água. São inadequados: refrigerantes, líquidos açucarados, chás, sucos comercializados e café.

🩺 Dra. Gabriela Aires Ribas
Pediatra e Cardiologista Pediátrica
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Desnutrição Infantil

📋 Um estudo da Fiocruz mostrou que o Brasil registrou em 2021 a maior taxa de hospitalizações de crianças menores de um ano associadas à desnutrição (113 hospitalizações para cada 100 mil nascidos vivos)! 😱

⚠ A grave crise econômica, a pandemia, a piora da renda das famílias, o aumento da insegurança alimentar, do preço dos alimentos, das condições de moradia, de saneamento básico, a queda das taxas de imunização e desestruturação do sistema de saúde, em todos os níveis, são fatores que podem ter influenciado na piora do quadro de hospitalizações associadas à desnutrição.

🚫 A desnutrição pode ser classificada como primária que é o resultado de uma interação complexa de eventos econômicos e sociais que levam à ingestão inadequada de nutrientes. Já a desnutrição secundária, está relacionada à presença de doenças crônicas ou agudas que levam ao comprometimento da condição nutricional.

👶 Em todas as suas formas a desnutrição atinge de forma mais frequente e intensa as crianças jovens. Em longo prazo, os pequenos que sofreram com desnutrição no início da vida também podem apresentar prejuízo do desenvolvimento neuropsicomotor e aumento do risco para desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis como diabetes e hipertensão.

👥 Frente a esse cenário, torna-se importante a implantação de estratégias envolvendo todos os setores da sociedade para prevenção da desnutrição e tratamento oportuno.

Esse deve ser um compromisso de todos para essa e para as próximas gerações! 🙏

🩺 Dra. Gabriela Aires Ribas
Pediatra e Cardiologista Pediátrica
RQE 33941/ 33942

Infecção bacteriana de Pele

😳🦠 As infecções bacterianas da pele (piodermites) são queixas frequentes tanto no consultório, quanto no atendimento de urgência.

As piodermites são classificadas de acordo com a profundidade e região cutânea acometida, sendo que as mais conhecidas são o Impetigo, a Foliculite, e o Furúnculo.

📌 O impetigo ocorre principalmente em crianças com idades entre 2 e 5 anos, porém pode acometer qualquer faixa etária. Corresponde à terceira causa de infecção cutânea na infância, ficando atrás somente das dermatites e verrugas virais.

O calor e a umidade favorecem o aparecimento do impetigo, sendo prevalente no verão e em regiões de clima tropical. A infecção normalmente afeta o rosto. As lesões são altamente contagiosas e se espalham facilmente.

📌 A foliculite é a inflamação superficial do folículo piloso e caracteriza-se por “espinhas” ou lesões sólidas. Pode ter diversas causas, sendo a bacteriana a mais frequente. Comum no couro cabeludo e nos membros, também pode ocorrer na face, principalmente na região em volta da boca. Pode surgir secundariamente por picadas de insetos e traumas cutâneos.

📌 Já o furúnculo, é a infecção do folículo piloso que se estende até os tecidos mais profundos da pele. Acometem principalmente regiões anatômicas com grande número de folículos pilosos, como as axilas e a região glútea, com formação de abscessos e necrose do folículo. Esse processo inflamatório pode se entender até a hipoderme.

👩‍⚕️ Em todos os casos é importante a avaliação pediátrica para a indicação do melhor tratamento, que pode incluir o uso de produtos tópicos e de medicações orais.

🩺 Dra. Gabriela Aires Ribas
Pediatra e Cardiologista Pediátrica
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Refluxo

👶 Até os 4 meses de idade, mais de 60% dos lactentes regurgitam. Desse total, apenas 2% necessitam de cuidados especializados e intervenções médicas. Após 1 ano de idade, somente 1% das crianças persistem com regurgitações.

👉 Apesar disso, a grande maioria dos pais de lactentes até 6 meses de idade, procuram auxílio médico porque seus filhos regurgitam muito e consideram esse um problema importante para a criança. ✅ Porém, se o bebê apresenta ganho de peso satisfatório e ausência de outros sintomas, apesar do incômodo, essa condição é normal e se resolve espontaneamente até os 2 anos de idade, na maioria dos casos.

🤮 O refluxo consiste na passagem do conteúdo gástrico para o esôfago, com ou sem regurgitação e/ou vômito que pode ocorrer várias vezes ao dia, após as refeições e ocasiona em poucos ou nenhum outros sintomas.

⚠ Por outro lado, o refluxo também pode representar uma doença, a Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE). Ela ocorre quando causa sintomas significativos associados a complicações importantes.

👩‍⚕️ Portanto, o refluxo é uma doença autolimitada, que vai melhorando com a idade e a maturação do lactente, ao passo que a Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) da criança maior e do adolescente são mais parecidas à doença do adulto, com curso mais crônico com períodos de piora e melhora e necessitam de um acompanhamento multidisciplinar para a garantia do desenvolvimento saudável e satisfatório dessa criança.

🩺 Dra. Gabriela Aires Ribas
Pediatra e Cardiologista Pediátrica
RQE 33941/ 33942

Desenvolvimento da Linguagem

🗣 O desenvolvimento da linguagem em crianças é complexo e apresenta diferenças individuais, não apenas no que diz respeito à aquisição, mas também à velocidade e à qualidade. Ele também depende de uma série de fatores, que vão desde a maturidade neuropsicológica, afetiva e cognitiva até os contextos em que a criança está inserida.

👦 De maneira geral, espera-se que por volta de 1 ano de idade, a compreensão e a fala da criança estejam avançadas e ela já emita palavras soltas como “papa” e “mama”.

👧 Aos 2 anos de idade, as crianças terão um vocabulário com cerca de 200 palavras e, a essa altura, começarão a associar duas palavras. Aos 3 anos, já conseguem formar frases simples de três palavras com sujeito, objeto e verbo. Além de uma fala fluida, onde um estranho deve compreender o que ela está dizendo.

🔎 Então, se nessa idade a criança ainda não fala e se comunica, uma avaliação é recomendada. A frase “cada criança tem seu tempo”, deve ser ponderada com muito critério, pois existem marcos que devem ser observados e fatores de risco a serem acompanhados.

🧠 Lembre-se que os primeiros anos de vida são extremamente importantes e a não aquisição de habilidades na época mais propicia do ponto de vista neurobiológico pode causar déficits de aquisição permanentes.

🩺 Dra. Gabriela Aires Ribas
Pediatra e Cardiologista Pediátrica
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Síndrome do QT longo

🧬 Essa é uma doença genética caracterizada por um prolongamento anormal de uma medida do eletrocardiograma denominada intervalo QT.

💝 Essa anormalidade que ocorre nos canais de potássio ou sódio do coração, pode evoluir para arritmias graves (com batimentos cardíacos acelerados e caóticos) em indivíduos jovens e saudáveis.

Sua causa pode ser hereditária ou causada por algum problema de saúde ou uso de certos medicamentos (antiarrítmicos, antieméticos, antidepressivos e antibióticos).

A forma congênita é uma importante causa de morte na população jovem. Os sintomas se desenvolvem durante a infância, sendo o principal deles a síncope desencadeada por estresse,

Os fatores de risco para óbito são sexo feminino, surdez congênita, histórico de síncope ou parada cardíaca e QTc > 0,5 s.

É estimado que a LQTS congênita ocorra em 1 a cada 5.000 pessoas. Em 5% a 10% dos casos existe histórico de morte súbita na família. Em geral, a doença é autossômica dominante, embora em poucos casos possa ser autossômica recessiva.

Geralmente a Síndrome do QT longo não provoca sintomas, mas em alguns pacientes pode ocorrer episódios de desmaios repentinos e convulsões, que são diagnosticadas incorretamente como a epilepsia.

Para crianças, adolescentes e adultos jovens com históricos de síncope, epilepsia ou históricos familiares de morte súbita devem ter avaliação cardiológica pré-operatória, incluindo ECG.

O diagnóstico é feito através do histórico do paciente, avaliação clínica e pelo eletrocardiograma. Em alguns casos pode ser necessário avaliação genética.

Já o tratamento consiste no uso de beta-bloqueadores, marca-passo, implante de desfibrilador e desnervação simpática cardíaca esquerda.

🩺 Dra. Gabriela Aires Ribas
Pediatra e Cardiologista Pediátrica
RQE 33941/ 33942
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