Cardiomiopatia Hipertrófica

Na cardiomiopatia hipertrófica, identificar pacientes com maior risco de eventos cardiovasculares ainda é um desafio clínico importante.

Um estudo recente avaliou a integração de dois marcadores complementares:

Realce tardio pelo gadolínio (LGE) na ressonância cardíaca – marcador de fibrose miocárdica Strain longitudinal global do ventrículo esquerdo (GLS) – marcador de disfunção miocárdica subclínica

🔎 Principais achados do estudo (652 pacientes, seguimento médio de 7,4 anos):

Maior quantidade de fibrose (LGE elevado) esteve associada a mais eventos cardiovasculares. GLS reduzido também foi relacionado a pior prognóstico. Pacientes com LGE alto + GLS baixo apresentaram o maior risco de eventos, incluindo morte cardiovascular, eventos relacionados à morte súbita e hospitalização por insuficiência cardíaca.

📊 Conclusão:

A combinação de LGE e GLS melhora a estratificação de risco na cardiomiopatia hipertrófica, permitindo identificar pacientes com maior probabilidade de eventos cardiovasculares.

💡 Mensagem prática:

Avaliar estrutura (fibrose) e função miocárdica (strain) de forma integrada pode refinar a avaliação prognóstica desses pacientes.

Ferro todos os dias ou em dias alternados?

💊 Ferro todos os dias ou em dias alternados? A ciência responde

Um grande estudo clínico randomizado e duplo-cego avaliou mulheres com deficiência de ferro e comparou duas estratégias de suplementação oral:

🔹 Ferro todos os dias

🔹 Ferro em dias alternados, com a mesma dose total ao final do tratamento

Principais achados:

📊 Os níveis de ferritina foram semelhantes nos dois esquemas 🤢 Efeitos gastrointestinais foram muito mais frequentes com o uso diário 🔄 O esquema em dias alternados gerou menor aumento da hepcidina, favorecendo melhor absorção do ferro ⏳ Após 6 meses, a deficiência de ferro foi menor no grupo que usou ferro em dias alternados

Conclusão prática:

👉 Para a maioria das mulheres com deficiência de ferro (sem anemia grave), tomar ferro em dias alternados é tão eficaz quanto diariamente, com menos efeitos colaterais e melhor adesão.

📚 Estudo publicado na eClinicalMedicine (The Lancet), 2023.