Na cardiomiopatia hipertrófica, identificar pacientes com maior risco de eventos cardiovasculares ainda é um desafio clínico importante.
Um estudo recente avaliou a integração de dois marcadores complementares:
Realce tardio pelo gadolínio (LGE) na ressonância cardíaca – marcador de fibrose miocárdica Strain longitudinal global do ventrículo esquerdo (GLS) – marcador de disfunção miocárdica subclínica
🔎 Principais achados do estudo (652 pacientes, seguimento médio de 7,4 anos):
Maior quantidade de fibrose (LGE elevado) esteve associada a mais eventos cardiovasculares. GLS reduzido também foi relacionado a pior prognóstico. Pacientes com LGE alto + GLS baixo apresentaram o maior risco de eventos, incluindo morte cardiovascular, eventos relacionados à morte súbita e hospitalização por insuficiência cardíaca.
📊 Conclusão:
A combinação de LGE e GLS melhora a estratificação de risco na cardiomiopatia hipertrófica, permitindo identificar pacientes com maior probabilidade de eventos cardiovasculares.
💡 Mensagem prática:
Avaliar estrutura (fibrose) e função miocárdica (strain) de forma integrada pode refinar a avaliação prognóstica desses pacientes.



