Nem todo cuidado na gestação aparece no ultrassom “de rotina” … e é justamente aí que mora a diferença entre ansiedade e segurança.

O ecocardiograma fetal é um exame especializado que avalia, ainda na gestação, a anatomia e a função do coração do bebê. Ele traz mais tranquilidade ao pré-natal ao ajudar a esclarecer suspeitas e a orientar condutas quando existe fator de risco ou necessidade de uma avaliação mais aprofundada.

Ele pode ser recomendado, especialmente, em situações como:

  • Pré-natal de maior risco
  • Suspeitas em ultrassons obstétricos
  • Histórico familiar de cardiopatias congênitas
  • Quando o obstetra solicita uma avaliação detalhada

Qual a melhor fase para fazer?
Em geral, o período mais favorável costuma ser entre a 22ª e a 28ª semana, quando a avaliação detalhada tende a ser mais precisa.

Como é o exame?
É feito por ultrassonografia especializada, de forma não invasiva e, em geral, muito bem tolerada. O foco é uma análise estruturada do coração fetal e do fluxo sanguíneo. Ao final, você recebe orientações claras, com explicação do que foi observado e próximos passos, quando necessários.

O que avaliamos no ecocardiograma fetal:

  • Estruturas cardíacas (câmaras, válvulas e grandes vasos)
  • Funcionamento do coração fetal
  • Padrões de fluxo sanguíneo

Exame realizado pela Dra. Gabriela Aires Ribas
Formação e atuação em cardiologia fetal e ecocardiografia
CRM: 52697 — RQE: 33941 / 33942

Quando se trata do coração do seu filho, “esperar pra ver” costuma ser caro demais. Em tempo, em paz… e às vezes em oportunidade.

Seu filho(a) já reclamou que o coração “disparou” do nada e você ficou sem saber se era ansiedade, cansaço… ou algo que merece olhar de perto?

O ECG pediátrico é um exame que avalia a atividade elétrica do coração e ajuda a investigar sintomas e alterações do ritmo cardíaco. Por ser rápido, indolor e simples, ele é muito usado tanto na avaliação inicial quanto no acompanhamento, sempre conforme orientação médica.

O ECG pode ser solicitado em casos como:

  • Palpitações (batimentos irregulares ou “coração acelerado”)
  • Desmaios ou tonturas (conforme avaliação clínica)
  • Dor no peito
  • Avaliação de sopro ou achados na consulta
  • Acompanhamento de condições cardíacas e uso de medicamentos (quando indicado)

Como é feito:

  • Colocamos eletrodos na pele para captar os sinais elétricos
  • É um exame rápido e indolor
  • O resultado é interpretado com atenção às particularidades de cada faixa etária

Exame com a Dra. Gabriela Aires Ribas
CRM: 52697 — RQE: 33941 / 33942

Eu sempre tive um amor inexplicável pelos pequenos no CTI.

Eu sempre tive um amor inexplicável pelos pequenos no CTI.

Por mais de quinze anos, troquei natais em família, finais de semana e feriados por plantões com quem não poderia estar em família: os bebês do CTI.

Acompanhamento neonatal com ecocardiograma fetal é essencial para os preparativos do nascimento. Os primeiros momentos pós-parto são cruciais para a recuperação e todas as medidas necessárias.

Hoje, ainda atuo junto ao CTI com os recém-nascidos, mas também me dedico a preparar novos profissionais dando aulas na Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais, e atendendo mães que vêm de todo Brasil para uma consulta particular em meu consultório com todo conforto e comodidade.

É uma realização pessoal ver vidas sendo salvas por um acompanhamento adequado durante a gestação.

Se você está esperando seu bebê e quer garantir que cada detalhe seja cuidado com a atenção que ele merece, estou aqui para te acompanhar nessa jornada.

Dra. Gabriela Aires Ribas
Especialista em Ecocardiografia Pediátrica e Neonatal
CRM: 52697 — RQE: 33941 / 33942🏷️

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Doenças Inflamatórias Intestinais

As Doenças Inflamatórias Intestinais (DII), especialmente a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa, têm apresentado aumento progressivo de incidência na população pediátrica nas últimas décadas. Além de mais frequentes, muitos casos têm surgido em idades cada vez mais precoces e com maior extensão da doença, o que aumenta a complexidade do manejo clínico.

O tratamento inicial costuma ser medicamentoso, com uso de imunossupressores e terapias biológicas. No entanto, uma parcela das crianças e adolescentes pode evoluir com falha terapêutica ou complicações. Nesses cenários, a cirurgia passa a ser uma opção importante dentro do tratamento.

As principais indicações cirúrgicas incluem doença refratária ao tratamento clínico, complicações como estenoses, perfurações, abscessos e fístulas, além de situações de urgência, como megacólon tóxico ou hemorragia grave. Em pacientes com retocolite ulcerativa, a colectomia pode representar inclusive uma abordagem curativa da doença.

Em pediatria, a decisão cirúrgica deve sempre considerar o impacto no crescimento, na nutrição e na qualidade de vida. Por isso, o manejo ideal envolve uma equipe multidisciplinar formada por gastroenterologistas pediátricos, cirurgiões, nutricionistas e outros profissionais de saúde.

O reconhecimento precoce das complicações e o encaminhamento oportuno para avaliação cirúrgica contribuem para melhores resultados clínicos e redução de morbidade.

Referências

Sociedade Brasileira de Pediatria. Cirurgia nas Doenças Inflamatórias Intestinais Pediátricas. Documento Científico, 2026.

Turner D et al. Management of Paediatric Ulcerative Colitis. Journal of Pediatric Gastroenterology and Nutrition. 2018.

Van Limbergen J et al. The medical management of paediatric Crohn’s disease. ECCO/ESPGHAN guidelines. Journal of Crohn’s and Colitis. 2014.

🫀Avanços em arritmias

🫀 Avanços em arritmias em 2025

Novos estudos em cardiologia trouxeram descobertas importantes no manejo das arritmias, especialmente da fibrilação atrial.

🔹 Estudos recentes sugerem que nem todos os pacientes precisam manter anticoagulação por toda a vida após ablação bem-sucedida de fibrilação atrial, principalmente aqueles com baixo risco tromboembólico.

🔹 Mudanças no estilo de vida (controle de peso, pressão arterial, diabetes, apneia do sono, atividade física e redução de álcool) mostraram impacto significativo na redução de recorrência da arritmia.

🔹 Testes genéticos em pacientes com fibrilação atrial de início precoce podem identificar doenças cardíacas hereditárias e mudar a conduta clínica.

🔹 Novas tecnologias de estimulação do sistema de condução cardíaco podem reduzir mortalidade e insuficiência cardíaca quando comparadas ao marcapasso ventricular tradicional.

📌 Esses avanços reforçam que o tratamento das arritmias está evoluindo para uma abordagem mais personalizada, preventiva e baseada em mecanismos da doença.  

Cardiomiopatia Hipertrófica

Na cardiomiopatia hipertrófica, identificar pacientes com maior risco de eventos cardiovasculares ainda é um desafio clínico importante.

Um estudo recente avaliou a integração de dois marcadores complementares:

Realce tardio pelo gadolínio (LGE) na ressonância cardíaca – marcador de fibrose miocárdica Strain longitudinal global do ventrículo esquerdo (GLS) – marcador de disfunção miocárdica subclínica

🔎 Principais achados do estudo (652 pacientes, seguimento médio de 7,4 anos):

Maior quantidade de fibrose (LGE elevado) esteve associada a mais eventos cardiovasculares. GLS reduzido também foi relacionado a pior prognóstico. Pacientes com LGE alto + GLS baixo apresentaram o maior risco de eventos, incluindo morte cardiovascular, eventos relacionados à morte súbita e hospitalização por insuficiência cardíaca.

📊 Conclusão:

A combinação de LGE e GLS melhora a estratificação de risco na cardiomiopatia hipertrófica, permitindo identificar pacientes com maior probabilidade de eventos cardiovasculares.

💡 Mensagem prática:

Avaliar estrutura (fibrose) e função miocárdica (strain) de forma integrada pode refinar a avaliação prognóstica desses pacientes.

Um alerta de saúde pública

📌 Baixa adesão ao seguimento de crianças expostas à sífilis congênita: um alerta em saúde pública

O estudo de Sampaio MG e Hofer CB, publicado no Jornal de Pediatria, analisou a adesão de cuidadores ao acompanhamento ambulatorial de crianças infectadas ou expostas à sífilis durante a gestação.

🔎 Principais achados (n = 256):

Apenas 32% tiveram adesão básica (seguimento clínico + laboratorial). Somente 16% alcançaram adesão completa (incluindo consultas especializadas). 14% evoluíram com sequelas permanentes.

⚠️ Dado crítico: a maioria dos recém-nascidos é assintomática e recebe tratamento inicial, o que pode gerar falsa sensação de resolução do problema e reduzir a percepção da necessidade de seguimento prolongado.

📊 Fatores associados à maior adesão:

Idade materna mais avançada Presença de sequelas na criança

👩‍🍼 Mães adolescentes apresentaram maior vulnerabilidade, com barreiras relacionadas a menor autonomia, dificuldades de acesso e fragilidade social.

🏥 O estudo reforça a necessidade de:

Fortalecer a Atenção Primária à Saúde (APS) Melhorar a integração entre maternidades e APS Implementar busca ativa Reduzir barreiras estruturais (transporte, acesso, continuidade do cuidado)

📌 Conclusão:

Apesar das diretrizes nacionais, a adesão ao seguimento ainda é insuficiente, mantendo risco de desfechos adversos evitáveis. Políticas públicas focadas em coordenação do cuidado e suporte às famílias vulneráveis — especialmente mães adolescentes — são fundamentais para mudar esse cenário.

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Ferro todos os dias ou em dias alternados?

💊 Ferro todos os dias ou em dias alternados? A ciência responde

Um grande estudo clínico randomizado e duplo-cego avaliou mulheres com deficiência de ferro e comparou duas estratégias de suplementação oral:

🔹 Ferro todos os dias

🔹 Ferro em dias alternados, com a mesma dose total ao final do tratamento

Principais achados:

📊 Os níveis de ferritina foram semelhantes nos dois esquemas 🤢 Efeitos gastrointestinais foram muito mais frequentes com o uso diário 🔄 O esquema em dias alternados gerou menor aumento da hepcidina, favorecendo melhor absorção do ferro ⏳ Após 6 meses, a deficiência de ferro foi menor no grupo que usou ferro em dias alternados

Conclusão prática:

👉 Para a maioria das mulheres com deficiência de ferro (sem anemia grave), tomar ferro em dias alternados é tão eficaz quanto diariamente, com menos efeitos colaterais e melhor adesão.

📚 Estudo publicado na eClinicalMedicine (The Lancet), 2023.

Síndrome do desconforto respiratório agudo

🫁 ❗ RIGHT-SIDED HEART FAILURE no ARDS — o que a evidência diz

Recentemente, uma revisão publicada no European Respiratory Review traz uma visão integrada sobre como a síndrome do desconforto respiratório agudo (ARDS) pode levar à insuficiência do ventrículo direito.

💡 Pontos principais:

• No ARDS há aumento da resistência vascular pulmonar → sobrecarga no VD

• Ventilação mecânica com PEEP alta pode agravar esse estresse no coração direito

• Hipóxia, inflamação e aumento do pós-carga pulmonar contribuem para disfunção do VD

• A disfunção do VD está associada a pior desfecho clínico em pacientes graves

🧠 Por que isso importa?

Reconhecer e monitorar a função do coração direito no ARDS é crucial — especialmente em pacientes ventilados — para guiar estratégias ventilatórias e otimizar desfechos.

📚 European Respiratory Review (@europeanrespreview)

🧪 Authors: Yogeswaran et al.

Prolapso da valva mitral

🫀 PROLAPSO DA VALVA MITRAL (PVM):

nem sempre é benigno

O PVM é uma condição heterogênea. Embora muitos pacientes tenham evolução favorável, um subgrupo apresenta maior risco de arritmias ventriculares e morte súbita.

🔎 Fenótipos principais

• Doença de Barlow → folhetos espessos, redundantes, multissegmentares

• Deficiência fibroelástica → folhetos e cordas finos, maior risco de ruptura

• Fendas mitrais podem agravar a regurgitação

⚠️ Disjunção Anular Mitral (MAD)

✔️ MAD verdadeiro: separação do anel mitral visível em sístole e diástole

✔️ Associado a maior risco arrítmico

❌ Pseudo-MAD: efeito óptico por folhetos volumosos

❤️ Marcadores de risco arrítmico

• Prolapso bivalvar

• Folhetos longos e redundantes

• MAD > 8,5 mm

• Fibrose miocárdica na RM (LGE), especialmente em parede inferolateral ou músculos papilares

📈 Sinais ecocardiográficos importantes

• Sinal de Pickelhaube (Doppler tecidual)

• Curling da base do VE na sístole

• Dispersão mecânica ao strain

🧠 Mensagem-chave

PVM não é uma única doença.

A avaliação integrada com ecocardiografia avançada, ECG e RM cardíaca é fundamental para identificar pacientes de alto risco arrítmico e orientar seguimento individualizado.

📚 Imagem cardíaca salva vidas quando bem interpretada.