Estratificação de Risco TEP

🫁 Nova Estratificação de Risco no Tromboembolismo Pulmonar (TEP)

Diretrizes 2026 – AHA/ACC

As novas diretrizes propõem cinco categorias clínicas (A–E) para classificar o risco no manejo do TEP agudo, substituindo o modelo binário antigo.

🔹 Categorias A e B – Baixo Risco

• Pacientes estáveis e sem sinais de risco

(PESI < 85 ou sPESI = 0)

• Manejo ambulatorial possível

• Cuidados em casa ou alta precoce na internação

🟠 Categoria C – Divisor de Águas

• Estáveis, mas com maior risco

Avaliação por:

• Troponina

• BNP

• Ecocardiograma

• Indicativo de risco aumentado mesmo sem instabilidade imediata

🟣 Categorias D e E – Instabilidade / Choque

• Indicadores de sérias alterações hemodinâmicas

• Requerem:

• Hospitalização em UTI

• Possível necessidade de suporte avançado ou intervenção

📌 Resumo das Categorias e Local de Cuidado

Categoria Situação Clínica Local de Cuidado

A / B Estável / baixo risco Domicílio / alta precoce

C Estável / alto risco Hospitalização (enfermaria)

D / E Instabilidade / choque UTI

⚙️ Modificadores e Aspectos Terapêuticos

🫁 O modificador respiratório “R”

Inclua “R” na classificação se houver:

• SpO₂ < 90%

• FR ≥ 30

• Necessidade de oxigênio suplementar

💊 Anticoagulação – Preferências

• DOACs preferidos quando possível

• Heparinas (HBPM) acima de HNF quando necessário

👥 Equipes PERT (Pulmonary Embolism Response Team)

• Multidisciplinares

• Fundamentais para decisões de terapia avançada (trombólise, trombectomia) nos casos de risco intermediário ou alto

🧠 Mensagem-Chave

A estratificação atual é mais refinada e clínica, indo além de simplesmente “baixo vs alto” risco, e fornece um guia prático para decidir local de cuidado e intensidade terapêutica.

📚 AHA/ACC 2026

Vírus Sincicial Respiratório

🦠 Vírus Sincicial Respiratório (VSR): o que mudou na prevenção em 2026?

O VSR é a principal causa de bronquiolite e infecções respiratórias graves em lactentes, especialmente nos primeiros 6 meses de vida, prematuros e crianças com comorbidades. No Brasil, sua circulação é sazonal, com maior intensidade entre fevereiro e agosto, variando conforme a região.

🔎 Por que o VSR preocupa?

• Quase todas as crianças já tiveram contato com o vírus até os 2 anos

• Responsável por cerca de 75% dos casos de bronquiolite viral aguda em menores de 2 anos

• Em 2025, houve o maior pico histórico de SRAG por VSR, principalmente em crianças pequenas

• Não existe tratamento antiviral específico → prevenção é fundamental

🛡️ Principais estratégias de prevenção atualmente

✔️ Vacina contra VSR para gestantes (A e B – recombinante)

• Indicada para todas as gestantes, a partir de 28 semanas

• Dose única, a cada gestação

• Protege o bebê por meio da transferência de anticorpos pela placenta

• Disponível no SUS desde novembro de 2025

✔️ Palivizumabe (anticorpo monoclonal)

• Uso restrito a grupos de alto risco

• Necessita múltiplas doses durante a sazonalidade

• Indicado para prematuros extremos e crianças com cardiopatia congênita ou doença pulmonar crônica

✨ Grande novidade: Nirsevimabe

• Anticorpo monoclonal de dose única

• Incorporado ao SUS em 2026

• Amplia a proteção para:

🔹 Todos os prematuros (<37 semanas)

🔹 Crianças até 24 meses com comorbidades (ex: cardiopatia congênita, broncodisplasia, síndrome de Down, imunodeficiências)

• Pode ser aplicado ao nascimento, preferencialmente na maternidade

• Não é intercambiável com o palivizumabe na mesma sazonalidade

📌 Mensagem-chave:

A prevenção do VSR avançou muito. A combinação de vacinação materna e anticorpos monoclonais de longa duração, como o nirsevimabe, representa um marco na redução de internações, complicações e mortes por VSR na infância.

📚 Fonte:

Boletim Científico nº 82 – Sociedade Mineira de Pediatria, fevereiro de 2026  

Ácido fólico e autismo

Ácido folínico (leucovorin) e autismo: o que a ciência diz até agora

🔍 Nos últimos meses, surgiram muitas dúvidas sobre o uso do ácido folínico (leucovorin) no Transtorno do Espectro Autista (TEA). Um documento técnico recente reuniu os principais posicionamentos oficiais de sociedades médicas e órgãos regulatórios internacionais.

📌 Pontos-chave:

O FDA reconheceu o leucovorin apenas para o tratamento da Deficiência Cerebral de Folato (DCF) — uma condição genética rara que pode cursar com sinais de autismo, mas não é autismo. Não existe recomendação das principais entidades (AAP, APA, NEJM) para o uso rotineiro do ácido folínico no autismo em geral. O uso no TEA é considerado off-label, com benefícios não comprovados, doses variáveis e efeitos a longo prazo desconhecidos. Um estudo que sugeria benefício no autismo foi cancelado por falhas metodológicas. Testes de autoanticorpos contra o receptor de folato (FRAAs) não são aprovados e ainda carecem de validação científica. Quando indicado, o leucovorin deve ser considerado apenas em casos de DCF confirmada, com acompanhamento especializado.

🩺 Conclusão: até o momento, não há evidência científica suficiente para indicar ácido folínico como tratamento padrão para autismo. Decisões terapêuticas devem ser individualizadas, baseadas em diagnóstico preciso, evidências atualizadas e acompanhamento médico especializado 

🧠 Informação de qualidade protege as crianças e orienta escolhas seguras.

Hipertensão na infância

🩺 Hipertensão na infância: um risco que pode acompanhar por toda a vida

📅 16 de fevereiro de 2026

📚 The Lancet Child & Adolescent Health

🔗 DOI: 10.1016/S2352-4642(25)00302-5

A pressão alta em crianças e adolescentes deixou de ser rara e já é considerada um problema de saúde pública. Quanto mais cedo ela surge, maior o tempo de agressão ao coração e aos vasos, aumentando o risco de doenças cardiovasculares ao longo da vida.

🔎 O que o estudo destaca:

A hipertensão pediátrica está crescendo globalmente, sobretudo em países de baixa e média renda. As causas são múltiplas: genética, alimentação rica em ultraprocessados e sal, excesso de peso, sedentarismo, pouco sono e outras condições associadas. Na maioria das vezes, não há sintomas, o que dificulta o reconhecimento precoce.

⚠️ Desafio central:

O diagnóstico tardio — muitas crianças não têm a pressão medida rotineiramente, e há pouca familiaridade com hipertensão de início precoce, especialmente em contextos com menos recursos.

❤️ Por que isso importa?

Mesmo sem sintomas, a pressão alta na infância pode causar alterações no coração e nos vasos e aumentar a chance de hipertensão persistir na vida adulta.

✅ Mensagem-chave:

Cuidar da pressão arterial desde cedo — com alimentação saudável, atividade física, controle do peso, redução de sal e medicamentos quando indicados — é uma das estratégias mais eficazes para proteger o coração no futuro.

👉 Prevenção começa na infância.

Cobertura vacinal infantil no mundo

Cobertura vacinal infantil no mundo: onde avançamos e onde estamos falhando 🌍💉

🔎 O que o estudo analisou?

Análise sistemática do Global Burden of Disease 2023, publicada em The Lancet, avaliou a cobertura vacinal infantil de rotina entre 1980 e 2023, em 204 países, com projeções até 2030, alinhadas às metas da Organização Mundial da Saúde (IA2030).

📈 Principais achados

Desde 1974, a vacinação infantil evitou cerca de 154 milhões de mortes. A cobertura global das vacinas clássicas (DTP, pólio, sarampo e BCG) quase dobrou entre 1980 e 2023. ⚠️ Estagnação antes da pandemia: entre 2010–2019, muitos países (inclusive de alta renda) já apresentavam queda. 🦠 Impacto da Covid-19: desde 2020, a cobertura caiu e não retornou aos níveis pré-pandêmicos até 2023. Vacinas mais recentes (pneumococo, rotavírus e 2ª dose do sarampo) continuam expandindo, mas lentamente. 📊 Projeções 2030: apenas a DTP3 pode atingir 90% de cobertura, e somente em cenário otimista.

🚨 Crianças “zero-dose”

Redução expressiva até 2019, mas reversão após a pandemia. Em 2021: 18,6 milhões de crianças sem nenhuma dose. Em 2023: 15,7 milhões, com mais da metade concentrada em 8 países, incluindo o Brasil — evidenciando desigualdades persistentes.

🧭 Mensagem-chave

Para cumprir a Agenda de Imunização 2030, será necessário acelerar o progresso, fortalecer a atenção primária, combater a desinformação e priorizar populações vulneráveis. A recuperação pós-Covid, como o Big Catch-Up, é urgente para evitar retrocessos duradouros.

📚 Fonte: The Lancet (2026). DOI: 10.1016/S0140-6736(25)01037-2.

Vacinação contra HPV

Vacinação contra o HPV: o que a ciência mostra 💉🦠

🔹 Por que importa?

O câncer do colo do útero é a 4ª causa de morte por câncer em mulheres no mundo. A infecção persistente por HPV de alto risco é o principal fator envolvido — e a vacina atua prevenindo essa infecção.

🔹 O que foi estudado?

Revisão sistemática da Cochrane avaliou eficácia e segurança das vacinas contra HPV (Cervarix, Gardasil, Gardasil-9 e Cecolin) em 60 estudos, com 157.414 participantes.

🔹 Principais resultados

👧👩 Meninas e mulheres de 15–25 anos: Cervarix e Gardasil reduzem lesões pré-cancerosas de alto grau do colo do útero (NIC2+) no curto prazo. 👩 Acima de 25 anos: benefício menor para lesões cervicais de alto grau. 🧑 15–25 anos (ânus/pênis): pouca ou nenhuma diferença para lesões pré-cancerosas anais ou penianas no curto prazo. 🌸 Vagina e vulva: Gardasil e Gardasil-9 reduzem pré-câncer de alto grau. 🧾 Verrugas anogenitais: redução clara após a vacinação. 🩹 Segurança: dor e inchaço locais são comuns; não houve aumento de eventos graves. Diferenças de risco entre vacinas são incertas.

🔹 Qualidade das evidências

Confiança moderada para: efeitos adversos graves, tratamento de doenças relacionadas ao HPV, lesões pré-cancerosas cervicais/vaginais/vulvares e verrugas. Menor confiança para câncer e lesões penianas/anais (poucos casos e seguimento curto).

👉 Mensagem-chave: a vacinação contra o HPV é segura e eficaz para reduzir lesões pré-cancerosas e verrugas, especialmente quando aplicada antes da exposição ao vírus.

📚 Fonte: Cochrane Systematic Review – Intervention. DOI: 10.1002/14651858.CD015364.pub2

Doenças Valvares

🫀 Doenças Valvares: os 10 estudos mais importantes de 2025

O European Heart Journal reuniu os 10 trabalhos que mais impactaram a prática clínica em doenças valvares em 2025. Destaques:

🔹 Inteligência Artificial

Modelos de IA já conseguem detectar doenças valvares estruturais pelo ECG e classificar a gravidade das insuficiências valvares no eco, com alta acurácia — abrindo caminho para rastreamento em larga escala.

🔹 Estenose Aórtica Assintomática

Intervenção precoce (TAVI ou cirurgia) reduz hospitalizações por IC e eventos cardiovasculares, mas não mostrou redução de mortalidade até o momento. Seguimento longo ainda é essencial.

🔹 TAVI vs Cirurgia em baixo risco

Em pacientes jovens e de baixo risco, TAVI e cirurgia apresentaram resultados semelhantes até 7 anos. ⚠️ Atenção especial aos pacientes com valva aórtica bicúspide.

🔹 Tratamento clínico após TAVI

O uso de dapagliflozina após TAVI reduziu descompensações por insuficiência cardíaca, reforçando a importância do tratamento medicamentoso associado.

🔹 Insuficiência Mitral

Dados de mundo real mostram encaminhamento tardio, baixas taxas de intervenção precoce e impacto prognóstico da insuficiência mitral residual.

🔹 Intervenções transcateter

M-TEER e T-TEER reduzem hospitalizações por IC, mas sem impacto claro em mortalidade até agora. Seleção adequada do paciente é fundamental.

📌 Mensagem final:

O futuro das doenças valvares passa por IA, intervenções cada vez mais precoces e personalização do tratamento, sempre com cautela na interpretação de desfechos de longo prazo.

📚 Fonte: European Heart Journal, 2026  

Afogamento na infância um problema evitável de saúde pública

Afogamento na infância: um problema evitável de saúde pública

O afogamento é uma das principais causas de morte acidental em crianças no mundo. Estima-se que cerca de 500 mil pessoas morram afogadas todos os anos, sendo crianças e adolescentes grupos especialmente vulneráveis. No Brasil, o afogamento é a 2ª causa de morte entre 5 e 14 anos, com mais de 7 mil óbitos anuais, principalmente em água doce (rios, lagos e represas).

🔹 Principais fatores de risco

Idade pediátrica Sexo masculino Falta de supervisão adequada Consumo de álcool por responsáveis Baixa condição socioeconômica

🔹 Pontos-chave do atendimento

O afogamento leva rapidamente à hipóxia, sendo o cérebro o órgão mais vulnerável. A ventilação precoce é a medida mais importante para reduzir mortalidade e sequelas. Termos como “quase afogamento” não são mais utilizados: todo evento com aspiração de líquido é considerado afogamento.

🔹 Prevenção salva vidas

Até 85% dos casos podem ser evitados com medidas simples:

✔ supervisão constante de crianças

✔ cercas de proteção em piscinas

✔ educação aquática precoce

✔ evitar álcool em atividades aquáticas

✔ orientação contínua às famílias

👉 Mensagem final: afogamento não é acidente imprevisível. É um evento frequente, grave e amplamente prevenível, que exige vigilância, educação e políticas públicas efetivas.

📚 Fonte: Szpilman D. Afogamento na infância: epidemiologia, tratamento e prevenção. Rev Paul Pediatria. 2005;23(3):142-153. 

Estudo revela uso frequente de exames e procedimentos desnecessários em hospitais pediátricos dos EUA

Estudo revela uso frequente de exames e procedimentos desnecessários em hospitais pediátricos dos EUA

Mesmo com diretrizes clínicas bem estabelecidas, exames e procedimentos de baixo valor — aqueles que oferecem pouco ou nenhum benefício real para a criança — ainda são amplamente utilizados em hospitais pediátricos dos Estados Unidos. Essa é a conclusão de um estudo recente publicado na revista Pediatrics.

A pesquisa avaliou mais de 400 mil internações pediátricas ocorridas entre julho de 2022 e junho de 2024, em 43 hospitais infantis, e identificou grande variação entre as instituições na adoção desses cuidados considerados desnecessários.

Para a análise, os pesquisadores utilizaram o Low-Value Care Calculator, uma ferramenta que estabelece metas realistas de redução desses exames com base no desempenho de hospitais que já apresentam melhores práticas. Entre os exemplos mais frequentes de uso excessivo, destacam-se:

Solicitação de PCR ou VHS em casos de pneumonia adquirida na comunidade, com um excesso estimado de 39%; Dosagem de eletrólitos em crianças com convulsão febril, realizada 38% acima do necessário; Hemoculturas em pneumonia, utilizadas em cerca de 35% dos casos além do recomendado.

Por outro lado, o estudo também identificou cinco práticas com índices muito baixos de baixo valor, indicando que alguns protocolos já estão bem consolidados e podem servir como referência para outras instituições.

Os autores observaram ainda que certos hospitais tendem, de forma consistente, a utilizar mais ou menos exames desnecessários, o que abre espaço para comparação de desempenho, revisão de protocolos e melhoria contínua da qualidade assistencial.

A redução de cuidados de baixo valor representa não apenas economia de recursos, mas principalmente a diminuição de desconforto, riscos e intervenções desnecessárias para as crianças, reforçando a importância de uma pediatria baseada em evidências e centrada no paciente.

Referência

Estudo revela exames e procedimentos desnecessários comuns em hospitais pediátricos nos EUA.

Pediatrics. Publicado em 26 de janeiro de 2026.

DOI: 10.1542/peds.2024-069283.

Sintomas leves na adolescência podem indicar maior risco de transtorno mentais na vida adulta

Sintomas leves na adolescência podem indicar maior risco de transtornos mentais na vida adulta

Sintomas aparentemente leves de sofrimento emocional na adolescência, como ansiedade, tristeza persistente ou alterações sutis do pensamento, podem representar sinais precoces de maior risco para o desenvolvimento de transtornos mentais mais graves na vida adulta. Essa é a principal conclusão de um estudo longitudinal realizado no Reino Unido, que acompanhou milhares de crianças e adolescentes por mais de duas décadas.

A pesquisa utilizou o modelo de estadiamento clínico transdiagnóstico, que classifica a progressão dos sintomas em fases, independentemente de um diagnóstico psiquiátrico específico, como depressão ou esquizofrenia. Nesse modelo, crianças com histórico familiar de transtornos mentais graves foram inicialmente classificadas como estágio 0. Durante a adolescência, parte desses indivíduos passou a apresentar sintomas leves, como ansiedade, humor deprimido ou ideias incomuns (estágio 1a).

Os resultados mostraram que adolescentes nesse estágio inicial apresentaram risco aproximadamente duas vezes maior de evoluir para sintomas mais intensos e incapacitantes no início da vida adulta (entre 18 e 24 anos), caracterizados por prejuízo no funcionamento escolar, social e profissional (estágio 1b). Essa associação permaneceu significativa mesmo após o controle de fatores sociais, eventos adversos na infância e dificuldades cognitivas.

Um achado relevante foi o papel do neuroticismo, traço de personalidade marcado por maior instabilidade emocional, preocupação excessiva e sensibilidade ao estresse. Esse fator explicou cerca de 18% da progressão entre sintomas leves na adolescência e quadros mais graves na vida adulta, destacando sua importância como marcador de risco.

Os autores enfatizam que sinais precoces de sofrimento mental não devem ser minimizados. A identificação e o acompanhamento desses sintomas na adolescência representam uma oportunidade estratégica para intervenções preventivas, com potencial de reduzir a progressão para transtornos mentais mais graves ao longo da vida.

Referência bibliográfica

Sintomas leves na adolescência poderiam indicar maior risco de transtornos mentais na vida adulta.

JAMA Psychiatry. Publicado em 26 de janeiro de 2026.

DOI: 10.1001/jamapsychiatry.2025.2648.